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Aliados de Tarcísio veem vitória recorde em SP como caminho para 2030

Integrante do governo chama Tarcísio de "líder emergente", após vitória histórica e diz que governador se cacifa para presidência

05/10/2026 02:00
Jéssica Bernardo/Metrópoles
Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em ato de campanha na véspera do 1º turno, no interior de São Paulo - Metrópoles

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito, neste domingo (4/10), para mais um mandato à frente do Palácio dos Bandeirantes. Com 62,65% dos votos válidos, ele se tornou o terceiro candidato a ganhar uma eleição no primeiro turno no estado.

O resultado histórico – a maior votação em São Paulo nesta etapa da eleição – foi comemorado por aliados, que acreditam que o bom desempenho ajudará a cacifar Tarcísio para a disputa de 2030 pela Presidência da República.

Um secretário atual do governador ouvido pelo Metrópoles, neste domingo (4/10), disse que o resultado “automaticamente” coloca Tarcísio como uma opção para o Palácio do Planalto. “É um líder emergente”, afirmou o político, sob reserva, dizendo que Lula (PT) e a família Bolsonaro “cheiram a uma política velha”.

O integrante da equipe do governador acompanhava a apuração no mesmo local que Tarcísio, um espaço de eventos na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Também no espaço, outro aliado do governador disse que, independentemente do recorde, qualquer candidato eleito no primeiro turno se cacifa para disputar a Presidência.

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Um terceiro nome ouvido pelo Metrópoles, também secretário, foi mais cauteloso. Apesar de acreditar que a vitória histórica coloca Tarcísio em destaque, o secretário disse, sob reserva, que uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL) pode atrapalhar os planos presidenciais do governador.

“Se o Flávio for eleito, as chances do Tarcísio são menores”, disse ele, alegando que não acredita que o filho de Jair Bolsonaro (PL) cumprirá a promessa de acabar com a reeleição no país. “Ele não quer isso de verdade”, afirmou, conjecturando também a possibilidade de outro integrante da família Bolsonaro querer disputar o pleito daqui a quatro anos.

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Historicamente, candidatos que vencem em São Paulo tentam jogar seus nomes para a disputa nacional. O atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é um exemplo. Quatro vezes governador do estado, e eleito duas vezes no primeiro turno no estado, Alckmin disputou a eleição ao governo federal em duas ocasiões. Em ambas, no entanto, saiu derrotado, tendo subido a rampa do Palácio apenas quando foi vice de Lula.

João Doria (ex-PSDB) também tinha a pretensão de disputar a Presidência em 2022, mas acabou preterido pelo próprio partido.

Tarcísio tinha o apoio dos partidos de centro e da Faria Lima para tentar o pleito já neste ano, mas o projeto foi abortado quando Jair Bolsonaro anunciou o filho para disputar o pleito.