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São Paulo

Alesp: como Eduardo influenciou na debandada de vice-líder de Tarcísio

Vice-líder do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Alesp, Guto Zacarias, rompeu com a gestão após briga com Eduardo Bolsonaro

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Instagram/Reprodução
O deputado estadual Guto Zacarias posa ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) abandonou o cargo de vice-líder do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta quarta-feira (21/8/) marcando o rompimento do Movimento Brasil Livre (MBL) com o governador.

Durante discurso na Alesp, Zacarias anunciou que saiu do governo porque Tarcísio estaria contribuindo para “aumentar a mamata para quem ganha R$ 40 mil contra os aumentos”. O Metrópoles apurou, porém, que ataques do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contribuíram para a decisão do deputado estadual.

Zacarias publicou um vídeo nas suas redes sociais no fim de julho em que apresenta argumentos para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “sem ter medo de ser chamado de vendido, traidor e isentão”. O post gerou reação de Eduardo e desencadeou em críticas do filho do ex-presidente ao governador Tarcísio de Freitas.

Na época, Eduardo escreveu: “Por que o Tarcísio mantém como vice-líder [Guto Zacarias] uma pessoa do MBL, um grupo que defende a minha prisão, a prisão de meu pai, a prisão de jornalistas exilados, gente que ficou anos sem ver os filhos, como o Allan Santos?”.

O atrito fez com que Zacarias repensasse sua posição no governo paulista. Tarcísio de Freitas teria tentando conversar com ele para mantê-lo no cargo, mas o deputado teria concluído que aquele era um momento oportuno para a debandada.

O membro do MBL anunciou o rompimento horas após Eduardo Bolsonaro, o seu pai, e o pastor Silas Malafaia terem sido indiciados pela Polícia Federal (PF). O inquérito da investigação mostra trocas de mensagens em que o filho de Jair Bolsonaro tem ataques de raiva contra o governador de São Paulo.

Novo partido

Criado em 2014 na esteira das manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), o MBL tem se distanciado do bolsonarismo nos últimos anos.

O grupo teve sucesso na coleta de assinaturas e está em vias de conseguir registrar o próprio partido político, a Missão. A nova legenda disputará a presidência da República em 2026, embora o nome do candidato ainda não esteja definido.

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