Alesp exonera assessor de Carla Morando suspeito de receber propina
Ex-assessor da deputada estadual Carla Morando, Roque Araújo Neto é suspeito de receber R$ 390 mil de propina, segundo a Polícia Federal
atualizado
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A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) exonerou Roque Araújo Neto, assessor da deputada estadual Carla Morando (PSDB). Ele é citado na investigação da Polícia Federal que gerou o afastamento do prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (Podemos).
Roque Araújo Neto recebia salário de R$ 8,2 mil. Ele tem três passagens pelo gabinete de Carla Morando – entre junho de 2019 e agosto de 2020, entre fevereiro de 2021 e agosto daquele ano e desde fevereiro de 2021 até a exoneração publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (15/8).
Entre março de 2015 e junho de 2016, Araújo Neto esteve lotado no gabinete do ex-deputado Orlando Morando. Casado com Carla, Orlando foi prefeito de São Bernardo do Campo por dois mandatos, entre 2017 e 2024. Atualmente, ele é secretário de Segurança Pública da capital paulista.
Segundo a PF, Roque recebeu R$ 390 mil de Paulo Iran Paulino Costa, outro assessor parlamentar da Alesp, lotado no gabinete de Rodrigo Moraes (PL), que também foi exonerado. Apontado como operador no repasse de propina, Paulo Iran está foragido.
Conforme a investigação, Araújo Junior e Paulo Iran faziam parte do Núcleo de Operadores Financeiros e Articuladores Governamentais, e a Circulação de Valores Ilícitos no esquema de corrupção envolvendo as secretarias de Obras e Saúde em São Bernardo.
“Essa indicação de um valor tão significativo, identificado nominalmente como proveniente de “ROQUE” dentro de um controle de caixa clandestino, é um forte indício de sua participação ativa na arrecadação e disponibilização de valores no suposto esquema de corrupção”, dizem os investigadores.
Em nota, a assessoria de Carla Morando afirmou que foi surpreendida com a citação do assessor nas investigações.
“Assim que tomou conhecimento dos fatos, determinou a exoneração imediata do servidor, que exercia apenas funções de apoio junto à comunidade, sem qualquer atribuição administrativa no gabinete. A deputada confia na apuração da Justiça e, caso seja comprovado o envolvimento, que o responsável seja punido com o rigor da lei”, diz a nota.












