Alckmin manda indireta para Tarcísio e Eduardo: “Indulto é golpismo”
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado Eduardo Bolsonaro após leilão
atualizado
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Sem citar nomes, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), criticou, nesta sexta-feira (5/7), a postura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A fala ocorreu após o vice-presidente e o governador dividirem o martelo na cerimônia que definiu a concessionária do túnel Santos-Guarujá.
O vice-presidente comentou a promessa de Tarcísio, feita a um jornal do ABC paulista na última semana, por indulto a Bolsonaro, caso o governador de São Paulo se torne presidente da República.
“Indulto é golpismo de marcha ré”, afirmou o vice-presidente a jornalistas na sede da bolsa de valores de São Paulo, a B3.
Em entrevista coletiva, Tarcísio de Freitas ignorou quaisquer perguntas que não fossem estritamente relacionadas ao túnel Santos-Guarujá, e também não falou sobre as “cutucadas” de ministros de Lula sobre a proposta de privatização do Porto de Santos. Questionado sobre a declaração do vice-presidente a respeito da promessa de indulto, o governador disse que só falaria sobre o leilão.
Sobre o filho do ex-presidente, Alckmin disse que “fica triste” com a postura de Eduardo Bolsonaro, que está há mais de seis meses nos Estados Unidos e contribuiu para as tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump.
“A gente fica triste de ver gente lá fora, trabalhando contra os empregos do Brasil, contra empresas brasileiras. E o pior: paga com dinheiro público”, criticou o vice-presidente.
“O julgamento do Supremo Tribunal Federal não tem nada a ver com política regulatória. Imposto de exportação é política regulatória. Política regulatória não tem nada a ver com o Judiciário”, acrescentou.
