Advogados são presos suspeitos de vazar investigação sigilosa ao PCC
Segundo a investigação, os advogados acessaram o sistema do Tribunal de Justiça com a senha de um promotor e vazaram informações ao PCC

Dois advogados foram presos, em Taquaritinga e Jaboticabal, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (23/6), como suspeitos de invadir as credenciais de um promotor de Justiça e vazar informações sobre uma investigação sigilosa a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os suspeitos foram alvos de mandados de prisão durante a Operação Backdoor, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Segundo a investigação, os advogados acessaram o sistema do Tribunal de Justiça com a senha do promotor e obtiveram informações sobre um processo que estava apurando homicídios praticados pelo PCC. Eles, então, vazaram as informações aos faccionados investigados, que fugiram e frustraram a apuração.
A investigação vazada tinha mais de 10 alvos, e apenas dois foram presos na época. Outros foram localizados posteriormente, porém alguns continuam foragidos até hoje.
Exemplos de faccionados beneficiados são: Alexsandro Cardoso Mota, vulgo Sandrinho (foragido até hoje), Clovis Aparecido da Silva, vulgo Clovis Capeta, e Edner Silveiro de Souza, vulgo Edinho (que permaneceu foragido por vários meses e foi capturado apenas no início deste ano no estado de Pernambuco, com documentos falsos). Todos estão envolvidos em assassinatos cometidos em tribunais do crime do PCC.
Segundo o MPSP, o objetivo da Operação Backdoor é aprofundar a apuração dos fatos, identificar todos os envolvidos e reunir novos elementos de prova acerca da dinâmica criminosa. A continuidade das investigações ocorrerá com a análise do material apreendido com os advogados, realização de oitivas e adoção de outras diligências.

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