Advogado que comprou vídeos sexuais de criança se entrega à polícia

O pai da criança, de 6 anos, foi preso na última sexta (13/3) acusado de produzir e comercializar os conteúdos sexuais da própria filha

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Homem utilizava momentos em que ficava sozinho em casas com as sobrinhas crianças, que tinham entre 8 e 13 anos para cometer os abusos sexuais - Metrópoles
1 de 1 Homem utilizava momentos em que ficava sozinho em casas com as sobrinhas crianças, que tinham entre 8 e 13 anos para cometer os abusos sexuais - Metrópoles - Foto: Reprodução

O advogado Leonardo Augusto Barduco de Souza, de 27 anos, foi preso após se entregar à polícia na noite de domingo (15/3), em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo. Ele é suspeito de comprar imagens sexuais de uma menina de 6 anos em Iguape, no litoral sul.

O pai da criança foi preso na última sexta (13/3) acusado de produzir e comercializar os conteúdos de abuso sexual infantil.

Segundo o boletim de ocorrência que registrou a captura do advogado, ele se entregou espontaneamente na Delegacia de Polícia de Pariquera-Açu. O homem afirmou que, após a prisão do pai da menina, tomou conhecimento que seu nome era mencionado nos autos.

Souza disse que consultou o portal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e identificou um mandado de prisão em seu nome.

Ele relatou ainda que, no dia anterior à prisão, policiais militares foram até sua casa em Iguape, mas ele fugiu ao perceber a chegada dos agentes.

O advogado passou por audiência de custódia nessa segunda-feira (16/3) e permaneceu preso, informou o TJSP à reportagem.

Homem vendia vídeos sexuais da filha de 6 anos

O pai da menina, de 33 anos, foi preso em flagrante sob suspeita de explorar sexualmente a própria filha, de 6 anos de idade, e vender vídeos da menina para outro indivíduo. Ele foi detido na tarde de sexta durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

O homem, que já era investigado por crimes graves contra a dignidade sexual da criança, teve o celular apreendido.

Na delegacia, os investigadores acessaram o conteúdo do aparelho e identificaram conversas que indicavam a possível produção e circulação de imagens envolvendo a criança. Também foram identificadas menções à intenção de obter de vantagem financeira com a exploração do material.

As mensagens apontaram a participação de outro indivíduo, suspeito de realizar pagamentos e receber vídeos contendo cenas ilícitas. Para a polícia, a hipótese é que exista um esquema de exploração sexual envolvendo a menina.

O homem recebeu voz de prisão em flagrante, que foi ratificada pela autoridade policial. Ele deve responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal, relacionados à exploração sexual de vulnerável e produção e compartilhamento de material envolvendo criança. As investigações continuam.

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