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São Paulo

Adolescente que agrediu colega com pá disse que os 2 estavam brincando

Estudante foi internado na UTI após agressão em escola cívico-militar no interior de São Paulo. Polícia Civil investiga o caso

06/08/2026 09:28
Reprodução/Polícia Civil
Imagem colorida mostra pá de lixo e exame de jovem agredido em escola cívico-militar. Metrópoles

O adolescente que bateu com uma pá de lixo na cabeça de um colega em uma escola cívico-militar de Birigui, no interior de São Paulo, afirmou que o golpe aconteceu durante uma brincadeira entre ambos. Após a agressão, o jovem atingido foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com uma lesão intracraniana.

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Após o golpe, vítima teve dores de cabeça e passou por exame que constatou lesão intracraniana
Caso é investigado no 1º Distrito Policial de Birigui
Adolescente que agrediu colega com pá de lixo disse que os dois estavam brincando
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Adolescente que agrediu colega com pá de lixo disse que os dois estavam brincando

Reprodução/Polícia Civil
Após o golpe, vítima teve dores de cabeça e passou por exame que constatou lesão intracraniana
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Após o golpe, vítima teve dores de cabeça e passou por exame que constatou lesão intracraniana

Reproduçãi
Caso é investigado no 1º Distrito Policial de Birigui
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Caso é investigado no 1º Distrito Policial de Birigui

Reprodução/Google Street View

Segundo apuração do Metrópoles, o caso aconteceu no dia 29 de julho, durante o horário de saída dos estudantes, mas não foi presenciado por funcionários da escola devido ao grande fluxo de alunos que passavam pelo local no momento. No dia seguinte, os alunos foram chamados pela gestão da escola e relataram que se tratava de uma brincadeira. Eles foram orientados sobre comportamentos que envolvam agressões físicas ou utilização de objetos capazes de causar lesões, classificados como inadequados.

Posteriormente, no entanto, o jovem agredido passou a relatar fortes dores de cabeça e foi levado a um hospital, onde exames de imagem constataram a lesão intracraniana. Ele foi transferido para a UTI em Araçatuba, também no interior paulista, onde permanece internado sem previsão de alta. Conforme a Santa Casa de Araçatuba, o boletim médico indica um quadro “estável e com boa evolução”.

Já o aluno responsável pela agressão confirmou o ocorrido. A escola reuniu os responsáveis legais dos envolvidos e orientou as famílias sobre a necessidade de comunicar o caso às autoridades competentes.

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Polícia investiga agressão com pá em escola

  • O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial de Birigui.
  • Ao Metrópoles, o delegado Ícaro Oliveira Borges, responsável pela investigação, afirmou que foi instaurado um Procedimento Apuratório de Ato Infracional.
  • As autoridades já colheram os depoimentos do diretor de ensino, da coordenadora pedagógica e da monitora da escola. O pai da vítima também foi ouvido.
  • A equipe do 1º DP compareceu à Santa Casa de Araçatuba para uma conversa informal com a mãe, com o objetivo de obter atualizações sobre o estado de saúde da vítima.
  • Também foram remetidos ofícios à escola e à Secretaria de Educação, além da requisição de exames ao Instituto Médico-Legal (IML) para constatar a lesão.
  • Como próximos passos, a investigação se prepara para ouvir o adolescente investigado na presença de um representante legal, além de colher o depoimento formal da mãe da vítima.
  • A pá de lixo foi apreendida e encaminhada ao Instituto de Criminalística para exame pericial.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) informou que a Unidade Regional de Ensino de Birigui lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar.

“Assim que tomou conhecimento do desentendimento entre os estudantes, a equipe gestora adotou as providências cabíveis e acionou as responsáveis para uma reunião de mediação. A equipe gestora segue acompanhando o quadro de saúde do aluno e prestando suporte necessário à família”, diz o texto.

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A pasta também afirmou que uma equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) acompanha a situação e um profissional do Programa Psicólogos nas Escolas está à disposição dos estudantes para atendimento. “A direção da unidade permanece à disposição das famílias para prestar os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e pautado na cultura de paz.”

A instituição aderiu ao programa das Escolas Cívico-Militares (ECM) em março de 2025, após determinação da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). Conforme a Seduc, a escola tem 359 alunos em 11 turmas.