Apenas 11,7% dos adolescentes tiraram o título de eleitor em SP
Adolescentes de 16 e 17 anos têm até 6 de maio para tirar ou regularizar o título de eleitor e garantir participação nas eleições de outubro
atualizado
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Mesmo sendo o estado mais populoso do país, São Paulo enfrenta um cenário de baixa participação entre adolescentes no cadastro eleitoral. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compilados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostram que apenas 11,7% dos jovens de 16 e 17 anos no estado tiraram o título de eleitor.
Na prática, os números mostram o tamanho do desafio. O estado tem cerca de 1,19 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos, mas menos de 139 mil fizeram o título de eleitor, ou seja, só 11,7%. É um índice bem abaixo da média nacional, que já não é alta: 20,3%. No resto do país, cerca de 1,8 milhão de jovens dessa faixa etária estão cadastrados, de um total de 5,8 milhões.
Mesmo com o voto sendo opcional antes dos 18 anos, o levantamento reforça que tirar o título de eleitor é o primeiro passo para o jovem começar a participar de verdade da vida política e ter suas demandas levadas em conta nas eleições.
Os 5 estados com maior participação de adolescentes no eleitorado (15 a 17 anos)
Esses estados lideram o país na proporção de adolescentes que já tiraram o título de eleitor, todos bem acima da média nacional, que é de 20,3%.
- Rondônia (RO) – 40,5%
- Tocantins (TO) – 39,2%
- Piauí (PI) – 36,7%
- Acre (AC) – 34,8%
- Maranhão (MA) – 32,4%
Na outra ponta do ranking, os menores índices de participação entre adolescentes estão concentrados principalmente em estados mais populosos. O Rio de Janeiro lidera negativamente, com apenas 11,3% dos jovens com título de eleitor, seguido de perto por São Paulo, com 11,7%, e pelo Distrito Federal, com 12,1%. Na sequência aparecem o Espírito Santo, com 14,4%, e o Rio Grande do Sul, com 14,5%.
Faltam 29 dias
Com o prazo final se aproximando, até 6 de maio, o Unicef intensificou a mobilização para incentivar esse público a se cadastrar. Em parceria com o TSE, a campanha aposta em ações nas redes sociais, escolas e na imprensa para alcançar mais adolescentes. A ideia é: fazer com que os próprios jovens puxem esse movimento, incentivando amigos e colegas a também tirarem o título e ocuparem seu espaço no processo democrático.
Os dados também revelam que a participação dos adolescentes varia ao longo dos anos e costuma crescer em períodos de eleições presidenciais. Em 2022, mais de 2 milhões de jovens tiraram o título, o equivalente a 34% dos aptos. Ainda assim, o índice atual indica queda no engajamento. Em contrapartida, estados como Rondônia, Tocantins e Piauí registram os maiores percentuais de cadastro, superando 35% de adesão entre adolescentes, o que reforça as desigualdades regionais na participação eleitoral.

