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São Paulo

Acusado de matar PM Gisele, coronel preso tem interrogatório remarcado

Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar PM Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, responde por feminicídio e fraude processual

02/07/2026 18:19, atualizado 02/07/2026 18:58
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Reprodução/TJM
Homem branco cabelo curto, trajando camiseta amarela com ambas as mãos para o alto. Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto - Metrópoles

Acusado de matar a esposa e policial militar Gisele Alves Santana, de 32 ano, com um tiro na cabeça, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto teve o interrogatório adiado pela Justiça. O depoimento, que estava previsto para esta sexta-feira (3/7) e encerraria a fase de oitiva das testemunhas, foi remarcado para o dia 28 de agosto no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, após um pedido da defesa.

A mudança ocorreu porque os advogados solicitaram que o Instituto de Criminalística complemente um dos laudos periciais antes que o réu seja interrogado. O pedido foi apresentado durante a audiência desta quinta-feira (2/7), após os questionamentos feitos à perita responsável pela análise técnica do caso. O juiz aceitou o requerimento e determinou que o interrogatório ocorra somente após a conclusão dessa etapa.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Acusado de matar PM Gisele, coronel preso tem interrogatório remarcado - imagem 5
Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

Redes Sociais/Reprodução
Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

Redes Sociais/Reprodução
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Arquivo pessoal
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Polícia Civil/Reprodução
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Arquivo pessoal
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Fabio Vieira/Especial Metrópoles

O advogado, identificou pontos técnicos que precisam ser esclarecidos pela perícia antes do depoimento de Rosa Neto. De acordo a defesa, o objetivo é obter respostas complementares para subsidiar o interrogatório do militar. O defensor afirmou ainda que pretende pedir a revogação da prisão preventiva do tenente-coronel, sob o argumento de que, na avaliação da defesa, os depoimentos colhidos até o momento não comprovariam a acusação de feminicídio.

Com o adiamento, a 5ª Vara do Júri da Capital encerrou a fase de depoimentos das testemunhas. Ao longo da semana, foram ouvidas 30 pessoas, entre testemunhas de acusação e de defesa.

Tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, ocorrida em fevereiro deste ano. Ele está preso preventivamente desde 18 de março, no Presídio Militar Romão Gomes, e sustenta que Gisele morreu por suicídio, versão contestada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil durante a investigação.


Relembre o caso


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Desembargador não está entre testemunhas arroladas

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Os autos mostram que tanto a acusação quanto a defesa entenderam que sua participação, embora relevante no dia dos fatos, não era necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar havia ligado diversas vezes para o desembargador.

Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato, ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja: