Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube

Apuração pelo Brasil

Eleições 2026São Paulo

Na 25 de Março, Zema alfineta "pompa" de Lula ao falar sobre tarifaço.

Rua 25 de Março foi citada pelos EUA como prejudicial a empresas americanas. Zema visitou centro comercial em SP nesta 6ª (21/8)

21/08/2026 13:23, atualizado 21/08/2026 13:37
Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Imagem colorida mostra Romeu Zema na 25 de Março. Metrópoles

Candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema criticou a “pompa” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas negociações com os Estados Unidos sobre o tarifaço imposto pelos americanos a produtos brasileiros. A fala aconteceu durante agenda de campanha nesta sexta-feira (21/8) na Rua 25 de Março, em São Paulo, o maior centro comercial da América Latina.

No documento que embasou o tarifaço em 2025, o governo de Donald Trump citou a 25 de Março como um dos maiores mercados de produtos falsificados do mundo e afirmou que a falta de punições à pirataria prejudica empresas americanas, além de servir como uma barreira ao investimento do país no Brasil.

“Nós temos um presidente aqui que fica com pompa, fala que o Brasil é soberano, enquanto milhões de brasileiros podem perder o emprego. O Brasil tem que ser soberano, mas isso não exclui o presidente ter de ir lá e negociar”, disse. “Quando você quer resolver um problema, você vai atrás. Você não fica no seu gabinete aguardando ele ser solucionado. Foi assim que eu fiz a minha vida toda e farei como presidente”, continuou Zema ao ser perguntado pelo Metrópoles sobre a relação com os EUA caso seja eleito.

O ex-governador de Minas Gerais ainda ressaltou que, como empresário, sempre se relacionou com fornecedores, indústrias, clientes e investidores. “Com o Brasil, eu vou fazer a mesma coisa. Vou lá para Washington [capital dos EUA] e vou falar: ‘Não volto para o Brasil enquanto a gente não resolver’. Na minha vida foi assim que eu tratei.”

Na 25 de Março, Zema alfineta “pompa” de Lula ao falar sobre tarifaço - destaque galeria
5 imagens
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
1 de 5

Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo

Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
2 de 5

Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo

Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
3 de 5

Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo

Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
4 de 5

Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo

Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo
5 de 5

Candidato à presidência, Romeu Zema (Novo) visita a Rua 25 de Março, em São Paulo

Rodrigo Tammaro/Metrópoles

No plano de governo, Zema propôs que o Brasil saia do Brics, grupo econômico que também tem China, Rússia, Índia, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia como integrantes. Ele chegou a classificar o grupo como “clubinho da China”. Nesta sexta-feira, o candidato defendeu que o Brasil tenha boas relações com todos os países, mas que mantenha neutralidade em relação à disputa econômica entre americanos e chineses.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

“O BRICS tem países onde, ao que me parece, a China quer fazer um contraponto à força americana. E acho que o Brasil deveria ficar isento nessa questão, não ser nem pró-China, nem pró-Estados Unidos. Essa retaliação americana hoje é muito em virtude disso, é consequência dessa política externa que eu considero totalmente inadequada. Anti-americana e pró-China”, afirmou, antes de comentar que quer o Brasil como membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Zema também voltou a afirmar que vai acabar com as casas de aposta no Brasil e acrescentou que as bets estão retirando dinheiro da indústria, do mercado de trabalho e de comércios como os da 25 de Março.

“Manicômio tributário” e fim da escala 6X1

Na mesma agenda, Zema afirmou que o governo Lula é conivente com situações que encarecem produtos brasileiros e disse que o país está submetido a um “manicômio tributário” que aumenta os preços nas prateleiras. A expressão foi cunhada no início dos anos 1960 pelo jurista e tributarista brasileiro Alfredo Augusto Becker para criticar a complexidade, a confusão de leis e o excesso de burocracia no sistema de impostos do Brasil.

“Muitas vezes fica a ideia para o consumidor brasileiro de que as coisas no Brasil são mais caras por algum motivo que depende do comerciante. Mas tem que ficar claro: os produtos, são mais caros devido aos juros altos. E a origem desses juros altos é a gastança do governo federal. Além disso, um manicômio tributário, uma logística cara, estradas ruins, insegurança jurídica, leis trabalhistas complexas. O Brasil está passando por um processo de desindustrialização. E temos um governo que, do meu ponto de vista, é totalmente conivente com isso.”

Perguntado sobre o fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras do governo petista, Zema evitou fazer uma crítica direta à proposta e defendeu um regime de trabalho por hora. “Em outros países, o trabalhador define se ele quer trabalhar 40, 50 ou 60 horas, de acordo com a capacidade dele de trabalho, com a disposição dele, com a necessidade de ganhar mais ou menos dinheiro. E o que nós temos aqui no Brasil hoje é uma política de trabalho que dificulta a formalização. Eu sou favorável ao empregado decidir aquilo que ele quer.”

Antes de falar com a imprensa, Zema caminhou pela 25 de Março e conversou com comerciantes e apoiadores. Ele parou em uma lanchonete para comer pão-de-queijo.