Saiba o que são metodologias ativas na formação dos estudantes

Elas valorizam a participação efetiva dos alunos na construção do conhecimento e no desenvolvimento de competências e de habilidades

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atualizado 21/11/2019 8:37

Cada vez mais instituições acadêmicas estão aderindo aos métodos ativos de ensino-aprendizagem, entre eles o PBL e o TBL, siglas em inglês, respectivamente, para: Aprendizagem Baseada em Problemas e Aprendizagem Baseada em Equipe.

As metodologias ativas são aquelas que valorizam a participação efetiva dos alunos na construção do conhecimento e no desenvolvimento de competências e de habilidades, possibilitando que aprendam no próprio ritmo, tempo e estilo. Nesse modelo, o processo de ensino-aprendizagem é colaborativo e estimula o estudante a ir atrás de informações, favorecendo ambientes de troca.

Vários trabalhos científicos já têm demonstrado nos últimos anos que as aulas passivas, as tradicionais e meramente expositivas, não são potentes o suficiente para garantir um aprendizado sólido do aluno. A saturação no modelo tradicional de aula leva instituições a adotar metodologias ativas de ensino para motivar os estudantes e tornar o processo de ensino e aprendizagem mais significativo.

Ir à escola, ao cursinho ou à faculdade de medicina e ter de ficar sentado em uma carteira, na sala de aula, ouvindo o professor falar e demonstrar conhecimento tem sido cada vez menos animador e estimulante. Nas mais modernas instituições de ensino esta já não é mais a realidade de aprendizagem.

No curso de medicina do Einstein (SP), por exemplo, o método predominante é do aprendizado baseado em equipes. A metodologia envolve o trabalho em grupo — de seis a oito alunos — que uma ou duas semanas antes do encontro presencial com o professor estudam o material encaminhado. Passam por uma avaliação individual, com imediata devolutiva, antes do início da discussão dos casos, em grupo. Logo, há a contextualização do conteúdo e a aplicação dos conceitos.

No cursinho PPAmed (DF) os estudantes se preparam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares estudando com relevância os assuntos de maior recorrência nos exames e utilizam, entre outros métodos, as abordagens ativas PBL e TBL. Há pelo país instituições aplicando essas metodologias em diferentes níveis. Na Faculdade de Medicina de Marília (Famema), o PBL, por exemplo, já é usado há 20 anos.

“O que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu compreendo”. Formulada há cerca de 2,5 mil anos, a máxima do pensador e filósofo chinês Confúcio foi retomada por pedagogos, psicólogos e estudiosos para fundamentar a utilização de meios de aprendizagem mais interativos e envolventes.

Mais do que uma simples transferência de conhecimento, aprender está associado à capacidade de compreender e fazer uso de raciocínio crítico e analítico. Assim sendo, tira-se de cena a memorização para incentivar o desenvolvimento de estruturas cognitivas que facilitam a recuperação de conhecimentos relevantes, quando vierem a ser necessários para a solução de problemas similares, explicam os especialistas.

Cada método tem particularidades, mas, em comum, há o fato de ambos basearem a aprendizagem na resolução de problemas, de transformarem o professor em um tutor, e de priorizarem o trabalho em equipe.

A vantagem desse método é que o aluno aprende a aprender, ele fica autônomo e passa a buscar soluções. Passa a ter acesso a inúmeras informações e ferramentas que ajudam a torná-lo mais flexível para resolver os problemas, assim como vai ser na vida.

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