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Janine Brito

O sucesso de um gestor está no seu comportamento

 

Se desesperar porque as coisas não saem conforme o previsto, especialmente em tempos difíceis como o presente, não é algo característico de um bom gestor. Empreender é também administrar, e todo administrador que se preze vai resolver estrategicamente os problemas de sua empresa.

Sinto dizer que não é a primeira e nem será a última crise que a sua empresa irá passar, portanto, nunca se renda sem antes esgotar todas as possibilidades. Eu acredito piamente que os obstáculos criam oportunidades. Sair do quadrado é fundamental se quisermos nos antecipar e, também, nos organizar para o que não está previsto no roteiro.

A grande questão é que os empresários, em sua maioria, não estão preparados para enfrentar ameaças. Há quem goste de riscos e há também o perfil mais conservador, cuja sobrevivência vai depender da estabilidade contínua do negócio. Esse último é o retrato da imaturidade profissional, e de certo modo emocional, para se lidar com os altos e baixos do mercado – aqui se encaixa o famoso ditado “quem não arrisca, não petisca”.

Diz-se que o sucesso do negócio começa pelo comportamento do consumidor, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). E faz sentido pensar sob essa ótica durante nossa atuação, para entender em que momento o consumidor dá sinais de que nossas empresas precisam mudar a rota e ter novas estratégias. Este também é um dos nossos principais desafios enquanto chefes de nós mesmos.

Um desafio que também se faz presente é, diante das crises, querermos viver em função do trabalho. No entanto, é necessário parar, respirar, analisar e reagir. Isso porque workaholics podem sofrer de ansiedade, estresse, insônia e mau humor. E sabemos que tudo isso acarreta em improdutividade. Eu, particularmente, amo o que faço e gosto mesmo de estar em movimento, porém não abro mão do meu tempo para o descanso. Uma mente relaxada é solo fértil para a criatividade.

Outro fator importante é a empatia. Um gestor que se coloca no lugar dos funcionários faz com que eles se sintam valorizados e, consequentemente, vistam a camisa da empresa e deem o seu melhor por ela, mesmo em tempos difíceis como estes que estamos vivendo. Como diz a célebre frase de Albert Schweitzer, “o exemplo não é a melhor forma de educar, é a única”.

Janine Brito é diretora executiva da Ferragens Pinheiro 

 
 


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