Meu próximo celular vai ser o iPhone X
Aparelho, que teve a pré-venda “esgotada”, vai custar US$ 1 mil e irá tirar muito fã da Apple da cama de madrugada para as tradicionais fila
Tiago Falqueiro
atualizado
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Estreio esta coluna do Metrópoles falando de tecnologia com uma afirmação que irá, certamente, soar presunçosa a todos os leitores ligados em tecnologia. O agito do momento é a pré-venda do iPhone X, que esgotou-se rapidamente na última sexta-feira (27). Sim, a Apple vai obrigar, mais uma vez, seus fãs a enfrentarem longas filas se quiserem conquistar a mais nova coqueluche do mercado.
Volto quase dez anos no tempo para relembrar um período que vivi intensamente: a chegada dos primeiros modelos do aparelho ao Brasil. Principalmente, a vinda da versão com tecnologia 3G. Todos nós, aficcionados em tecnologia, vivíamos num país que era tido como uma espécie de “Série B” dos lançamentos da Apple.
Depois de muito tempo todo figurando na categoria de early adopter, aquele tipo de consumidor disposto a pagar um pouco (ou muito) mais para ter acesso a uma tecnologia recém-lançada, hoje vivo uma prática mais racional, que encontra os recursos que precisa em aparelhos já consolidados no mercado.

Mas como digo que sou ex-early adopter e anuncio meu próximo celular sendo o iPhone X, aparelho que ainda está no forno e nem saiu ao mercado? Explico.
Não terei pressa alguma em fazer a transição entre o meu telefone atual, uma versão anterior, para o mais novo. Isso vai me salvar de preços mais salgados, longas filas ou a ansiedade da espera.
Meu aparelho atual tem um desempenho adequado, entrega o que eu preciso sem dar pau ou ficar lento (situação que não costumo tolerar) e deve durar por mais uns bons (dois) anos. Até lá, a Apple vai ter resolvido qualquer problema relacionado ao iPhone X, de disponibilidade ou eventuais falhas, e teremos um mais novo ainda no mercado.
Isso deve me garantir, então, um aparelho excepcional, estável e um pouco mais adequado a minha realidade financeira (nos Estados Unidos vai chegar em US$ 999, imagina aqui!).
Transição
Sempre corri para ter acesso a vários modelos, assim que eles eram lançados. Lembro do Motorola Atrix, que já tinha o modo computador (DeX Station) oferecido atualmente pelo Galaxy Note 8, muitos anos antes; o primeiro Samsung Galaxy, que trouxe o Android para o Brasil; o Sony Xperia Z2; e o próprio iPhone 4, todos topo de linha. Isso porque trabalho com tecnologia, escrevendo sobre ela ou aproveitando a mobilidade para produção de conteúdo.

Mas a evolução da tecnologia dos aparelhos foi ganhando outro ritmo. Hoje, um modelo não é tão melhor que seu antecessor. Talvez a pressa de ter sempre novidade no mercado, lançando novas versões todos os anos, seja um dos fatores para que isso ocorra. Um exemplo claro é esse último anúncio da Apple.
Compare no site da empresa os recursos oferecidos pelo iPhone 8 e pelo iPhone X. Pouca coisa está diferente. E quase nada vai fazer diferença em uma experiência de um usuário mediano, que aproveita os principais recursos do telefone de maneira moderada. Para não dizer que não tem nada de diferente, destaca-se a tela (maior e com mais resolução e contraste) e a bateria, que teria 2h extras de duração.
Jornalista de tecnologia desde que deixou a faculdade, Tiago Falqueiro acompanha os lançamentos e as novas tecnologias desde 2006. Depois de trabalhar como repórter especializado na área, migrou para a comunicação digital e especializou-se nas redes sociais. Hoje, trabalha com inovação, startups e coworking.
