Mães marcam protesto após agressão de casal a criança na Octogonal

Vários meninos brincavam de bola na quadra, quando um deles caiu e bateu a boca. Ele voltou com os pais, que agrediram outro garoto

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atualizado 13/12/2018 15:02

Comovidas com a agressão cometida por um casal contra uma criança de apenas 6 anos, um grupo de mães, moradoras da Octogonal, marcou uma manifestação para o próximo domingo (16/12), a partir das 17h, na quadra poliesportiva onde o pequeno levou um soco no rosto após o pai de outra criança segurar os braços e pedir para o filho bater.

A esposa do agressor chegou a empurrar o menino e atirá-lo ao chão. O episódio de violência ocorreu no último domingo (9), enquanto um grupo de crianças jogava bola.

“Se puderem, usem camiseta branca e levem um cartaz com palavras de gentileza. A intenção é mostrarmos que, na nossa quadra, o que predomina é o respeito, a paz e a tolerância”, diz texto que circula em grupos de redes sociais de moradores da Octogonal.

Veja a agressão:

 

As agressões foram registradas pelo circuito de câmeras de segurança do condomínio. As imagens mostram que o garoto tropeçou sozinho e bateu a boca no chão. Momentos depois, o pai aparece na quadra em busca da outra criança que participava da brincadeira.

O homem segura os braços do garoto para o filho dar um soco no rosto dele. Em seguida, uma mulher, supostamente a mãe, empurra a vítima no chão e os três vão embora.

A tia da criança agredida, Jucinea Nascimento, narrou que o outro menino caiu na quadra e subiu para o apartamento dos avós com a boca sangrando. Em seguida, ele voltou nos braços dos pais e teria acusado o sobrinho de Jucinea de tê-lo agredido.

“As cenas são deprimentes, é estarrecedor ver dois adultos partindo pra cima de uma criança de 6 anos, totalmente indefesa e acuada, vendo meu filho e sobrinhos no canto da quadra chorando sem saber o que fazer. E o pior, meu sobrinho não tocou na criança que se machucou, foi um acidente normal de um jogo inocente de bola”, desabafou.

Ela registrou boletim de ocorrência depois de ver as imagens do ocorrido e o caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

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