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Em tempos de falta de água, os 40 mil moradores de Brazlândia saíram na frente e deram bom exemplo aos brasilienses. A região administrativa reduziu o consumo em 7,7% em nove dias e, com isso, saiu temporariamente da lista do racionamento. A reação espontânea resultou em uma economia nos dois córregos — Onça e Barrocão — que levam água às casas, aos comércios e aos órgãos públicos da cidade.

Para o presidente em exercício da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Fábio Albernaz, o comportamento dos moradores minimiza os efeitos causados pela pouca disponibilidade de água no local: “A situação em Brazlândia permanece crítica, mas, graças ao esforço da população, os córregos que fornecem água à cidade ficaram um pouco mais folgados. É um alívio imenso, pelo menos até a chegada da chuva.”

Brazlândia integra o grupo de seis regiões administrativas não abastecidas pelos dois principais reservatórios — Rio Descoberto e Santa Maria —, responsáveis por levar água a 87% da população do DF. Na quarta-feira (21/9), a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF) publicou a Resolução 16, de 2016, que estabelece regime de restrição de uso de água potável em Brazlândia, no Jardim Botânico, em Planaltina, em São Sebastião, em Sobradinho e em Sobradinho II.

Os moradores dessas regiões poderão ser atingidos com desligamentos de água que não podem ultrapassar 24 horas. Unidades hospitalares e o Complexo Penitenciário da Papuda — este último em São Sebastião — não serão atingidos pelo plano de restrição dos recursos hídricos.

Pela resolução, a Caesb deverá informar com 24 horas de antecedência quais quadras, conjuntos e lotes serão afetados pela interrupção temporária. O estado declarado de restrição perdurará até que os níveis desses sistemas alcancem patamares hídricos seguros.

 

 

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