A Administração Regional de Águas Claras decidiu revogar a ordem de serviço que estabelecia horários de funcionamento para o comércio da cidade. As mudanças causaram polêmica e dividiram a opinião de moradores e comerciantes do local.

Em nota divulgada nesta quarta (20)/3, o órgão explicou que o administrador Ney Robsthon se reuniu na terça (19) com integrantes do Conselho de Segurança, entre outras autoridades, para discutir o horário de funcionamento de bares, lanchonetes, restaurantes, distribuidoras de bebidas, boates, pubs e demais estabelecimentos de entretenimento noturno que comercializem bebidas alcoólicas na RA.

“Ney Robsthon considera significativo ampliar a discussão sobre o tema e convocará uma audiência pública em breve com a participação dos moradores, empresários e demais entidades”, informou o texto para justificar a revogação da medida. 

Reprodução/Facebook

 

Segundo a norma que estava vigente, os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas poderiam funcionar de domingo a quinta-feira, das 8h à 0h. Às sextas-feiras, aos sábados e em vésperas de feriados, o horário poderia ser ampliado até as 2h do dia seguinte. Os demais comércios teriam horário liberado.

Represália
Egresso do meio empresarial, uma vez que é sócio do Quattro Pizza Bar, na Avenida Pau Brasil, o administrador passou a ser alvo de incitações de boicote ao seu negócio desde quando a ordem de serviço foi publicada pela primeira vez no DODF.

Grupos no Facebook de grande mobilização dos habitantes da cidade, como a página da Associação de Moradores e Amigos de Águas Claras (Amaac), estão repletos de postagens com pedidos para as pessoas não frequentarem o estabelecimento.

A respeito da situação, Robsthon se absteve de comentários, mas reclamou da “desinformação” entre a população sobre o tema. O braço local da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-DF) saiu em defesa do administrador.

CLDF
A polêmica também chegou à Câmara Legislativa. Em 13 de março, foi protocolado o Projeto de Decreto Legislativo nº 17, da deputada Júlia Lucy (Novo), pedindo que fosse sustada a ordem de serviço. No dia seguinte, a Casa promoveu audiência pública para debater o assunto.