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Mudar pode até doer, mas dói muito mais permanecer como estamos

É comum ouvir a seguinte expressão: “Como dói mudar!”

atualizado

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Dave Cutler/Reprodução
Coluna Daniela
1 de 1 Coluna Daniela - Foto: Dave Cutler/Reprodução

É comum ouvir a seguinte expressão, de nós mesmos ou dos outros: “Como dói mudar!”. Diante dessa afirmativa, me calava ou chegava a acalentar a ideia, complementando: “Espera, que na hora certa, você vai conseguir!”.

Depois de ouvir e dizer isso tantas vezes, fiquei bastante incomodada, refleti muito e agora já me atrevo a dar outra resposta: “Mudar pode até doer algumas vezes, mas dói muito mais permanecer como estamos.”

Clamamos, a torto e a direito:

  • Não é fácil ter fé
  • Não é fácil amar
  • Não é fácil perdoar
  • Não é fácil ser feliz
  • Não é fácil ser caridoso
  • Não é fácil ser leve

Quer saber? Difícil mesmo é fazer nada sobre isso.

Eu posso ser quem eu quiser. E posso mudar de ideia

Esta frase da blogueira Biattrix traz um senso de liberdade que nos conecta com nossos propósitos de vida mais profundos, uma vez que traz possibilidade de movimento. Por outro lado, muitas vezes, estagnamos em diversos “papéis” por receio de frustrar expectativas alheias – da família, dos amigos, da vida profissional, da sociedade, de algo far far away from me, ainda assim, superficialmente importante. Tudo em vão, porque na hora de se olhar no espelho, quem estará lá é você, frustração.

Criar novas dinâmicas exige persistência, sim. Depois do primeiro passo dado, porém, a nova estrada se mostra imensamente mais gratificante e feliz. Incríveis aventuras nos aguardam logo mais, e sempre. A vida não se cansa de nos surpreender, lançar novas perguntas e nos presentear com algo ainda mais grandioso.

O que dói, de verdade, é calar, enrijecer, cristalizar. Assim como água parada, adoecemos quando estancamos. Sentimos dor e ficamos exaustos de resistir aos convites da vida, que invariavelmente clama por mudança, evolução.

Nosso ponto de partida e de chegada é um só: somos todos amor em movimento, seres espirituais em construção. Em nossa infância evolutiva e cegueira momentânea sob efeito da matéria, custamos a admitir essa realidade. No entanto, é absoluta e plena. Apenas saímos dela quando deixamos de fluir.

Que hoje eu abrace a necessidade de mudança em mim, com a mais doce e empolgante alegria de ser, de agir, de pensar e de sentir algo novo. Que eu confie no chamado incessante da vida por amar e refletir a luz de Deus! Porque mudar pode ser extremamente prazeroso.

(Tempo de leitura: 2 min e 30 seg)

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