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Negócios

WhatsApp acusa empresa israelense de espionagem contra usuários

Segundo porta-voz do WhatsApp, ao menos 90 usuários teriam sido monitorados. Empresa promete continuar protegendo privacidade na plataforma

03/02/2025 10:42, atualizado 06/02/2025 09:43
Getty Images
Imagem do ícone do aplicativo do WhatsApp sendo exibido na tela de um celular - Metrópoles

O WhatsApp informou que usuários da plataforma, incluindo jornalistas e membros da sociedade civil, teriam sido espionados pela empresa israelense de spyware Paragon Solutions.


O que aconteceu

  • De acordo com um porta-voz do WhatsApp, pelo menos 90 usuários teriam sido monitorados, em um esforço do programa para hackeamento, por meio do aplicativo Graphite, da Paragon.
  • Essas pessoas teriam recebido documentos eletrônicos maliciosos que não exigiam interação com o usuário – uma invasão hacker conhecida como zero click.
  • A Meta, controladora do WhatsApp, conseguiu impedir o ataque e encaminhou um pedido formal para que a Paragon suspendesse essas ações. A big tech avalia medidas judiciais.
  • O funcionário do WhatsApp que fez as acusações não informou como chegou à conclusão de que a Paragon seria a responsável pela invasão hacker.
  • Segundo ele, a polícia e autoridades do setor já haviam sido comunicadas sobre o episódio.

O que diz o WhatsApp

Por meio de um comunicado, o WhatsApp afirmou que “continuará a proteger a capacidade das pessoas de se comunicarem de forma privada”.

A Paragon, por sua vez, ainda não se manifestou sobre as acusações.

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O que faz a Paragon

No mês passado, a Paragon Solutions avançava em negociações para ser comprada pelo grupo de investimento AE Partners, dos Estados Unidos.

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Segundo o site da empresa israelense, os serviços oferecidos são “ferramentas, times e dicas baseadas em ética” contra potenciais ameaças no ambiente virtual.

A companhia afirma ainda que só vende seus produtos para empresas ou governos de países que tenham um regime democrático “estável”.