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Negócios

"Atrasado e errado", diz Trump em novas críticas ao presidente do Fed

Em declarações publicadas nas redes sociais, Trump pediu mais uma vez que a autoridade monetária inicie o processo de redução dos juros

17/04/2025 09:29, atualizado 17/04/2025 09:59
Greg Nash-Pool/Getty Images)
Imagem colorida do presidente dos Estados Unidos Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mirar sua artilharia verbal em direção ao chefe do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), Jerome Powell.

Nesta quinta-feira (17/4), em declarações publicadas nas redes sociais, Trump pediu mais uma vez que a autoridade monetária inicie o processo de redução da taxa básica de juros no país.

A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

“Os preços do petróleo caíram, os alimentos estão mais baratos e os EUA estão enriquecendo com as tarifas. O ‘atrasado’ já deveria ter reduzido as taxas de juros, como o BCE [Banco Central Europeu] fez há tempos, mas com certeza deveria reduzi-las agora. A demissão de Powell não pode vir rápido o suficiente”, afirmou Trump.

Ao falar em demissão de Powell, não ficou claro o contexto das declarações do líder norte-americano – se ele, de fato, defendeu a saída do presidente do Fed ou se fez referência ao mandato do chefe da autoridade monetária, que vai até maio de 2026.

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“Espera-se que o BCE [Banco Central Europeu] corte as taxas de juros pela sétima vez, e, no entanto, o ‘atrasado’ Jerome Powell, do Fed, que sempre chega ‘tarde demais e errado’, divulgou ontem um relatório que foi mais uma típica confusão completa!”, completou Trump.

No dia anterior, Powell disse que o tarifaço de Trump pode impactar a inflação no país, o que levaria o Fed a apertar novamente os juros.

“As tarifas são maiores do que os analistas previam, certamente maiores do que esperávamos, mesmo no nosso cenário mais extremo”, disse Powell, que participou nessa quarta-feira (16/4) de um evento em Chicago (EUA).

“Podemos nos deparar com um cenário desafiador em que as metas do nosso duplo mandato entrem em conflito. Se isso acontecer, iremos considerar o quão distante a economia está de cada uma dessas metas e os diferentes horizontes de tempo em que essas lacunas poderão ser fechadas”, explicou o presidente do Fed.

Powell afirmou ainda que, apesar de a inflação ter desacelerado nos EUA, ela se encontra em patamar superior à meta do Federal Reserve, de 2% ao ano. Em março, o índice ficou em 2,4%, no acumulado de 12 meses.

Em sua última reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed manteve inalterada a taxa básica de juros no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

Publicamente, o Fed já vinha sendo alvo de críticas de Trump, que já cobrou da autoridade monetária a queda da taxa de juros, desde o início de seu mandato.