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Negócios

Dólar cai e Bolsa sobe com falas de Trump e corte dos juros na Europa

Na véspera, o dólar recuou 0,44% e encerrou a sessão cotado a R$ 5,86. Ibovespa, principal índice da B3, afundou 0,72%, aos 128,3 mil pontos

Fábio Matos17/04/2025 09:14, atualizado 17/04/2025 15:44
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Getty Images
nota de dólar americano com bandeira dos EUA ao fundo

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (17/4), dia em que os investidores estão novamente concentrados no noticiário internacional, com a repercussão do tarifaço comercial imposto pelos Estados Unidos e a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros.


Dólar

  • Às 15h41, o dólar caía 1,05%, a R$ 5,803.
  • Mais cedo, às 13h40, a moeda norte-americana recuava 0,98% e era negociada a R$ 5,808.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,888. A mínima é de R$ 5,796.
  • Na véspera, o dólar recuou 0,44% e encerrou a sessão cotado a R$ 5,86.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,78% no mês e perdas de 5,1% no ano frente ao real.

Ibovespa


Pressão de Trump sobre o Fed

Nesta quinta-feira, o mercado financeiro repercute as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) sobre as tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump sobre mais de uma centena de países.

No dia anterior, Powell disse que o tarifaço de Trump pode impactar a inflação no país, o que levaria o Fed a apertar novamente os juros.

“As tarifas são maiores do que os analistas previam, certamente maiores do que esperávamos, mesmo no nosso cenário mais extremo”, disse Powell, que participou nessa quarta-feira (16/4) de um evento em Chicago (EUA).

“Podemos nos deparar com um cenário desafiador em que as metas do nosso duplo mandato entrem em conflito. Se isso acontecer, iremos considerar o quão distante a economia está de cada uma dessas metas e os diferentes horizontes de tempo em que essas lacunas poderão ser fechadas”, explicou o presidente do Fed.

Powell afirmou ainda que, apesar de a inflação ter desacelerado nos EUA, ela se encontra em patamar superior à meta do Federal Reserve, de 2% ao ano. Em março, o índice ficou em 2,4%, no acumulado de 12 meses.

Em sua última reunião, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed manteve inalterada a taxa básica de juros no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

A elevação da taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Publicamente, o Fed vem sendo alvo de críticas de Trump, que já cobrou da autoridade monetária a queda da taxa de juros.

Nesta quinta, Trump rebateu os comentários do chefe da autoridade monetária dos EUA e voltou a cobrar a queda dos juros no país.

“Os preços do petróleo caíram, os alimentos estão mais baratos e os EUA estão enriquecendo com as tarifas. O ‘atrasado’ já deveria ter reduzido as taxas de juros, como o BCE [Banco Central Europeu] fez há tempos, mas com certeza deveria reduzi-las agora. A demissão de Powell não pode vir rápido o suficiente”, afirmou Trump.

Juros na Europa

Ainda no cenário internacional, os investidores repercutem nesta quinta-feira a decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa básica de juros na Europa.

Em decisão esperada pelo mercado, a autoridade monetária europeia anunciou a redução de 0,25 ponto percentual nos juros. Assim, a taxa de depósito caiu de 2 5% para 2,25%; a de refinanciamento, de 2,65% para 2,4%; e a de empréstimos, de 2,9% a 2,65%.

Desde junho do ano passado, o BCE já reduziu a taxa de juros sete vezes.

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