Tarifaço: presidente da Fiesp pede separação entre política e negócios

O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, defendeu que os dois países deixem as diferenças políticas de lado para resolver a crise

atualizado

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, defendeu nesta terça-feira (26/8) que os governos de Brasil e Estados Unidos deixem de lado as diferenças políticas e se concentrem nos interesses comerciais dos dois países para resolver a crise em torno do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump a grande parte dos produtos brasileiros.

Josué, que está na reta final de seu mandato como presidente da Fiesp, foi um dos participantes da abertura do seminário promovido pela entidade e pelo Council of the Americas. O evento, intitulado “O Novo Cenário Global e o Papel do Setor Privado nas Relações Brasil–EUA”, acontece na sede da entidade industrial, em São Paulo, e também contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por vídeo.

Para o presidente da Fiesp, além dos governos nacionais, o setor empresarial também tem seu papel para contribuir com a distensão das relações entre Brasil e EUA.

“Depende de nós, do setor privado, não só a manutenção dos 200 anos de boas relações comerciais e diplomáticas entre os nosso países, mas também o fortalecimento e o aprofundamento dessa relação. Temos muito mais em comum com os Estados Unidos da América do que muitos possam imaginar”, afirmou Josué.

O presidente da federação industrial disse ainda, referindo-se à relação bilateral entre os dois países, que é necessária “uma integração cada vez maior do nosso comércio e dos nossos investimentos”.

“É só sairmos nas nossas ruas, entrarmos nos nossos shoppings, frequentarmos os nossos restaurantes, ouvirmos as nossas rádios, e vamos ver que a cultura americana é muito próxima da cultura brasileira. São duas nações-continente, com grandes populações formadas por imigrantes”, observou.

“Não tenho dúvida de que, apesar dessa turbulência atual, se nós conseguirmos separar o aspecto político do aspecto de negócio, pragmático, rapidamente chegaremos a um entendimento. E essa separação depende muito de nós, empresários”, prosseguiu Josué.

Em seu discurso, o presidente da Fiesp mencionou ainda a Embraer e Boeing, duas das mais importantes fabricantes do setor de aviação – uma empresa brasileira e uma norte-americana.

“A Boeing está no Brasil desenvolvendo tecnologia, com engenheiros brasileiros que hoje participam de uma cadeia de suprimentos cada vez mais globalizada. Isso demonstra como a integração de nossas economias e de nossas sociedades pode se fazer cada vez maior e mais forte”, concluiu.

Mais 4 meses de mandato

Josué Gomes da Silva está nos últimos meses de mandato como presidente da Fiesp. Candidato único na eleição para a presidência da entidade, no início de agosto, o empresário Paulo Skaf, de 69 anos, foi eleito com 99% dos votos válidos.

Skaf tomará posse no dia 1º de janeiro de 2026 para seu quinto mandato à frente da Fiesp, que se encerrará em 31 de dezembro de 2029. Dos 131 sindicatos filiados à Fiesp, 105 estavam aptos a votar e 100 votos foram considerados válidos. Skaf ocupou o cargo de presidente da Fiesp por quatro mandatos, entre 2004 e 2021.

Josué Gomes da Silva é filho de José Alencar (1931-2011), empresário e político que foi vice-presidente da República, de 2003 a 2010, nos dois primeiros governos de Lula.

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