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Negócios

Starbucks é investigada por difamação após anúncio polêmico na Coreia

Campanha publicitária é acusada de ter ofendido ativistas mortos em protestos pró-democracia em 1980, que resultaram na morte de 165 pessoas

05/08/2026 11:22
Divulgação
Starbucks

A polícia sul-coreana realizou buscas nos escritórios da Starbucks no país, nesta quarta-feira (5/8). A operação é resultado de uma investigação aberta depois que uma campanha publicitária da empresa foi acusada de difamar ativistas mortos nos protestos pró-democracia em 1980. A informação foi veiculada pela agência AFP.

A Starbucks da Coreia do Sul lançou, em 18 de maio, a “Dia do Tanque”, na qual anunciava uma nova linha de copos de grande capacidade para suas bebidas, chamada de “SS Tank”. O anúncio, porém, coincidiu com o 46º aniversário do Levante de Gwangju, em que, segundo números oficiais, 165 civis morreram, quando a ditadura militar então vigente no país enviou tanques às ruas, para conter manifestantes.

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Com o início da campanha, representantes de familiares das vítimas e entidades civis apresentaram uma queixa contra integrantes do Grupo Shinsegae, que opera a Starbucks na Coreia do Sul. A acusação foi de difamação.

A campanha da empresa foi criticada por banalizar um dos principais símbolos da luta pela democracia no país, além de desrespeitar a memória das vítimas. Elas são consideradas mártires por muitos sul-coreanos.

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O anúncio usava o slogan “Bata na mesa!”, expressão associada por críticos a uma manifestação de autoridades em 1987 para tentar encobrir a morte sob tortura do estudante e ativista Park Jong-chol. O episódio impulsionou os protestos que culminaram na redemocratização do país.

Reação da empresa

Com a reação negativa, a campanha foi retirada do ar poucas horas após seu lançamento. A empresa também demitiu o CEO da Starbucks no país e divulgou um pedido público de desculpas por meio de seu presidente, Chung Yong-jin, reconhecendo a gravidade da repercussão.