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Negócios

Secretário nega que Argentina suspenderá exportações de carne

Notícias sobre o tema circularam nesta terça-feira, enquanto governo da Argentina negocia com frigoríficos para baixar preços internos

Repórter de Negócios15/08/2023 16:58, atualizado 15/08/2023 17:34
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Reprodução/Redes sociais
sergio massa ministro da economia argentina / Metrópoles

O secretário de Agricultura da Argentina, Juan José Bahillo, negou que o país suspenderá a exportação de carne por 15 dias, após notícias sobre o caso circularem nesta terça-feira (15/8).

Mais cedo, uma fonte do governo havia informado à imprensa local que a Casa Rosada suspenderia os embarques, de modo a renegociar preços praticados por frigoríficos locais.

Horas depois, Bahillo negou um bloqueio e disse em suas redes sociais que “não há suspensões”.

“No @Economia_Ar (Ministério da Economia) estamos negociando preços de carne para o mercado interno e não há suspensões à exportação de carnes”, escreveu Bahillo no X (antigo Twitter). “Nossa responsabilidade como servidores públicos é trazer segurança aos setores produtivos e tranqüilidade ao povo.”

O jornal argentino Clarín classificou a movimentação como um recuo do governo e resultado de novas negociações com o setor de frigoríficos.

O caso ocorre um dia depois de o Banco Central ter desvalorizado o peso argentino em relação ao dólar e aumentado a taxa de juros, na tentativa de conter a volatilidade na economia após as prévias eleitorais do fim de semana.

As carnes e outros insumos já têm preços com limitações na Argentina, em meio a sucessivas medidas do governo do presidente Alberto Fernández para conter a inflação, que supera 115%.

Uma suspensão da exportação de carnes já havia sido instituída em 2021, por um mês.

A Casa Rosada ainda não divulgou detalhes sobre eventual acordo com os produtores de carne. Negociações ocorrem com o Consórcio de Exportadores de Carnes Argentinas, que reúne os principais frigoríficos do país.

Prévia das eleições argentinas

Nas primárias argentinas realizadas no domingo (13/8), a votação terminou com liderança do candidato de direita Javier Milei, frequentemente comparado ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O primeiro turno da eleição argentina ocorre em outubro.

Além de Milei, o ministro da Economia argentino, Sergio Massa, é candidato pelo bloco peronista, à esquerda. Já Patricia Bullrich representa a direita tradicional, ligada ao ex-presidente Mauricio Macri.

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