Preço do petróleo desaba com plano de cessar-fogo entre EUA e Irã
Segundo imprensa norte-americana, EUA encaminharam ao Irã uma proposta de plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio
atualizado
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Os preços internacionais do petróleo abriram em queda forte, nesta quarta-feira (25/3), em meio ao maior otimismo com o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos ao Irã, o que pode abrir caminho para um cessar-fogo entre os dois países.
O que aconteceu
- Por volta das 8h30 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) despencava 5,96% e era negociado a US$ 86,85.
- No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo Brent (referência para o mercado internacional) tombava 6,24%, cotado a US$ 93,98.
- Mais cedo, às 8 horas (de Brasília), o WTI registrava perdas de 5,9%, enquanto o Brent cedia 6,2%.
Plano de paz
De acordo com reportagem publicada pelo jornal The New York Times, os EUA encaminharam ao Irã uma proposta de plano de paz com 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio. O documento trata de restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.
Segundo a reportagem, o plano foi encaminhado por meio do Paquistão, em uma tentativa de abrir negociações indiretas entre Washington e Teerã. Ainda não há confirmação sobre a participação de Israel na formulação da proposta ou se o governo israelense concorda com os termos apresentados.
Entre os principais pontos apresentados, está a previsão de um cessar-fogo de 30 dias para permitir negociações. A proposta também inclui o compromisso do Irã de nunca desenvolver armas nucleares, além da limitação no alcance e na quantidade de seus mísseis.
Outro eixo central do plano é a desativação de instalações nucleares estratégicas, como as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow. O texto também prevê o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah.
A proposta ainda trata da segurança energética global ao sugerir a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio global de petróleo.
