Petróleo perde força com falas de Trump, mas continua acima de US$ 100

Apesar de perder força no último dia do mês, tendência ainda é que o petróleo feche março com alta de cerca de 60%, a maior em 30 anos

atualizado

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Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio
1 de 1 Donald Trump no discurso do Estado da União, no Capitólio - Foto: Win McNamee/Getty Images

Os preços internacionais do petróleo perdiam força, nesta terça-feira (31/3), após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando o possível fim da guerra contra o Irã no Oriente Médio.

Mesmo assim, a cotação do barril de petróleo registrava leve alta e se mantinha acima dos US$ 100. A tendência ainda é que o petróleo feche o mês de março registrando uma valorização próxima de 60%. Caso isso se confirme, será a maior alta em mais de três décadas, desde 1990.


O que aconteceu

  • Por volta das 10h40 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 0,46% e era negociado a US$ 103,35.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) subia 0,23%, a US$ 107,64.
  • Na véspera, o barril do petróleo WTI fechou em alta de 3,25%, cotado a US$ 102,88, enquanto o Brent subiu 1,96%, a US$ 107,39.

Trump fala em acabar com a guerra

O principal fator que influencia os mercados continua sendo o conflito entre EUA e Irã, que pressiona os preços internacionais do petróleo e escala a tensão geopolítica ao redor do mundo.

Nesse sentido, os investidores monitoram e repercutem declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que avalia encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz ainda bloqueado pelas forças iranianas. A informação foi revelada pelo The Wall Street Journal nessa segunda-feira (30/3), com base em relatos de autoridades do governo.

Segundo a reportagem, Trump e seus assessores passaram a considerar que uma operação para reabrir completamente a rota marítima – por onde passa 20% do petróleo mundial – poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã já pressiona os preços do petróleo e provoca efeitos em cadeia na economia global. Nos EUA, o impacto ocorre em um momento sensível, às vésperas das eleições para o Congresso.

Diante do cenário, Trump teria indicado que o foco da ofensiva deve ser limitado aos objetivos centrais da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país.

Depois disso, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de forçar Teerã a reabrir a passagem marítima. Caso o bloqueio persista, a estratégia prevê pressionar aliados, especialmente na Europa e no Golfo, a assumir a responsabilidade pela segurança e reabertura do estreito.

Por outro lado, a Comissão de Segurança do Parlamento do Irã aprovou uma proposta que prevê a regulamentação e a cobrança de taxas de embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz. De acordo com a emissora estatal Irib, a iniciativa busca fortalecer “a autoridade soberana do Irã e de suas forças militares”.

O projeto inclui diversos pontos centrais voltados a ampliar o controle iraniano sobre a região, como ações para proteger a rota marítima, garantir a segurança da navegação e implementar regras financeiras. Entre essas medidas, estão a cobrança de tarifas em moeda local (rial iraniano) para navios em trânsito e a proibição da passagem de embarcações ligadas aos EUA e a Israel.

Nesta terça-feira, um petroleiro kuwaitiano foi atingido por um projétil lançado a partir do Irã enquanto estava no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Corporação Petrolífera do Kuwait. A companhia informou que o ataque provocou um incêndio e diversos danos no petroleiro. O impacto não deixou feridos e vítimas.

As autoridades de Dubai asseguraram não haver feridos nem derramamento de petróleo. A empresa Kuwait Oil Corporation informou que o petroleiro estava totalmente carregado com petróleo bruto no momento do ataque.

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