Petróleo opera estável com cessar-fogo frágil e “tapinha” de Trump

Novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã e ataques entre os países no Estreito de Ormuz lançam dúvidas sobre cessar-fogo

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o ex-presidente dos EUA Donald Trump em frente a bandeiras do país - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Os preços internacionais do petróleo operavam perto da estabilidade, nesta sexta-feira (8/5), diante de um cessar-fogo considerado cada vez mais frágil entre Estados Unidos e Irã, em meio a novos ataques na região do Estreito de Ormuz e a ameaças mútuas entre os dois países.

O que aconteceu

  • Por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 0,14% e era negociado a US$ 94,68, praticamente estável.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) avançava 0,5%, novamente acima de US$ 100 (a US$ 100,56).
  • Na sessão de quinta-feira (7/5), o petróleo fechou em queda. O barril do tipo WTI para junho caiu 0,28%, a US$ 94,81, enquanto o brent para julho cedeu 1,19%, a US$ 100,06.

Trump diz que negociações seguem, mas ameaça novos ataques

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nessa quinta-feira (7/5), que não houve violação do cessar-fogo com o Irã, mesmo com ataques norte-americanos no Estreito de Ormuz. Apesar da ofensiva, ele destacou que as negociações para chegar a um acordo continuam.

“Eles nos provocaram hoje. Nós os pulverizamos… Se não houver trégua, você não vai precisar saber. Você só vai ter que olhar para um grande brilho saindo do Irã. E é melhor eles assinarem o acordo rápido”, disse Trump ao ser questionado por jornalistas.

O líder norte-americano também ameaçou o país com mais ataques, caso não se chegue a um acordo logo. “As negociações estão indo muito bem, mas eles têm que entender: se não for assinado, eles vão sofrer muito”, afirmou.

Mais cedo, Trump já tinha minimizado os ataques, dizendo que foram só um “tapinha” e que não houve violação da trégua. “Foi só um tapinha. O cessar-fogo continua em vigor”, ironizou em entrevista à ABC News.

O governo iraniano acusou os EUA de terem violado o acordo ao realizar ataques contra embarcações e áreas próximas ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

Ataques colocam cessar-fogo em xeque

As tensões entre EUA e Irã voltaram a crescer após relatos de novos ataques militares próximos ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e ponto sensível do conflito.

Segundo informações divulgadas pela Fox News, militares dos EUA realizaram ataques contra instalações iranianas nas regiões de Qeshm e Bandar Abbas.

As duas áreas ficam localizadas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte significativa do comércio global de petróleo.

A agência iraniana Fars informou que explosões foram ouvidas tanto na cidade portuária de Bandar Abbas quanto na ilha de Qeshm. Já a agência estatal Mehr afirmou que os sistemas de defesa aérea também foram ativados em Teerã.

Em resposta aos ataques, um oficial militar iraniano afirmou à emissora estatal IRIB que forças iranianas reagiram à ofensiva norte-americana. “Unidades inimigas foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos”, disse a autoridade, segundo a televisão iraniana.

Os episódios acontecem em meio a um cessar-fogo envolvendo EUA, Israel e Irã, prorrogado no fim de abril por Donald Trump.

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

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