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Negócios

Petróleo é destaque do dia no mercado após declarações de Trump

Apesar das altas em petrolíferas, o Ibovespa fechou com leve recuo. O dólar comercial, por sua vez, apresentou queda

08/07/2026 18:09
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Divulgação
imagem colorida com depósito de barris de petróleo

O mercado financeiro voltou a acompanhar, nesta quarta-feira (8/7), um cenário externo dominado pela escalada das tensões no Oriente Médio, após declarações do presidente americano Donald Trump, o que impulsionou os preços internacionais do petróleo. Apesar da forte valorização das petroleiras na Bolsa brasileira, as perdas da Vale e o desempenho negativo dos mercados internacionais pesaram sobre o Ibovespa, que fechou o dia com um leve recuo de 0,79%, em 170,6 mil pontos.

Ao longo do dia, o mercado também monitorou a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em busca de pistas sobre os próximos passos da política monetária americana. O documento mostrou divergências entre os dirigentes da instituição sobre a necessidade de novas altas de juros, mas reforçou que a inflação continua sendo uma preocupação.

Petróleo

O principal destaque da sessão foi, mais uma vez, o petróleo. Os contratos do barril tipo Brent, referência internacional da commodity, saltaram 5,20%, encerrando o dia a US$ 78,02. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 4,37%, para US$ 73,52 por barril.

A disparada ocorreu após o recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã. No começo desta quarta-feira, o presidente Donald Trump declarou que considera encerrado o cessar-fogo firmado entre os dois países, aumentando o temor de interrupções na oferta global de petróleo e elevando o prêmio de risco da commodity.

Na B3, o movimento favoreceu as empresas do setor. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) avançaram 3,36%, enquanto os papéis ordinários (PETR3) ganharam 3,38%. A maior alta do dia foi registrada pela RECV3, que subiu 6,04%.

O desempenho positivo das petroleiras, no entanto, não impediu o Ibovespa de permanecer em queda. A principal pressão veio da Vale, cujas ações recuaram 4,44%. Como a mineradora possui um dos maiores pesos na composição do índice, suas perdas acabaram anulando boa parte da contribuição positiva das petroleiras.

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Dólar recua

Depois de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força e encerrou o dia em baixa frente ao real. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou 0,03%, aos 101 pontos, refletindo um movimento de acomodação dos investidores após a divulgação da ata do Fed.

“O real mostra resistência na primeira parte do pregão, mas cede à medida que a aversão a risco global ganha corpo com o agravamento das tensões entre EUA e Irã.  A valorização ampla de commodities funciona como contraponto para o real, ao melhorar as condições de troca do país e ampliar a entrada de dólares pelo canal exportador, o que ajuda a conter parte do avanço da moeda americana. A entrada contínua de capital estrangeiro para renda fixa no Brasil também colabora para segurar a pressão cambial”, analisou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.

Já em Wall Street, o dia foi de pouca variação nos principais índices. O Dow Jones caiu 1,09%, o S&P 500 recuou 0,30% e o Nasdaq 100 avançou 0,27%, sem maiores repercussões.

Os investidores oscilaram entre a preocupação com a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a leitura da ata do Federal Reserve. O avanço do petróleo elevou os receios sobre uma nova pressão inflacionária global, reduzindo o apetite por ativos de maior risco.