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Negócios

Para Haddad, Lula deve sancionar isenção do IR até R$ 5 mil em outubro

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, demonstrou otimismo na aprovação do projeto que isenta de IR quem recebe até R$ 5 mil por mês

23/09/2025 10:21, atualizado 23/09/2025 10:25
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ministro da Economia, Fernando Haddad, é entrevistado no estúdio do Metrópoles reforma tributária

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), demonstrou nesta terça-feira (23/9) otimismo com a aprovação do projeto de lei que trata da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

O chefe da equipe econômica disse, em entrevista ao ICL Notícias, ter a expectativa de que o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional nos próximos dias e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês que vem.

“Eu penso que o presidente vai sancionar em outubro. Ou seja, nós vamos para 20 milhões de pessoas que vão deixar de pagar IR durante este mandato. São 10 milhões com essa lei, mas não podemos esquecer os 10 milhões que já estão isentos porque atualizamos a tabela do IR três vezes”, afirmou Haddad. “É o maior aumento da renda do trabalhador desde o Plano Real”, completou.

Para o ministro da Fazenda, “o Congresso tem uma oportunidade muito grande de colocar o Brasil na rota da justiça social, do combate à desigualdade”.

“Não podemos ser um dos dez piores países em distribuição de renda, como somos historicamente. É uma rota que pode trazer um ciclo virtuoso para o Brasil”, concluiu Haddad.

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O projeto

A proposta é uma das prioridades do governo Lula, prometida pelo petista desde a campanha eleitoral de 2022.

O requerimento de urgência do projeto que trata da isenção do IR foi aprovado em 21 de agosto. O texto ainda não chegou ao plenário da Câmara por falta de acordo. O principal impasse está na forma de compensação, atualmente prevista pelo aumento de impostos sobre os chamados super-ricos.

Na segunda-feira (22/9), ao participar de um evento em São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o texto poderá ser analisado pelo plenário da Casa provavelmente já na próxima semana.