Natura anuncia lucro de R$ 186 milhões e ações lideram altas na Bolsa

No quarto trimestre de 2025, fabricante de cosméticos reverteu prejuízo de R$ 227 milhões registrado no mesmo período do ano anterior

atualizado

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1 de 1 imagem colorida. Avon e Natura condenadas - Foto: Reprodução

A Natura registrou lucro líquido de R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 227 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Essa métrica é usada pela companhia para abordar o negócio principal, como as operações da Natura e da Avon na América Latina. Os dados constam do balanço divulgado pela companhia na noite de segunda-feira (16/3).

Depois da veiculação do relatório, as ações da empresa passaram a subir forte no Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), nesta terça-feira (17/3). Às 11h40, os papéis registravam elevação de 8,46%, a maior alta do pregão.

Em 2025, a fabricante de cosméticos passou por mudanças expressivas. Ela vendeu a Avon Internacional, a divisão na América Central e República Dominicana e a subsidiária na Rússia. Concluiu ainda a a fusão entre Natura &Co com a Natura Cosméticos. No processo de reestruturação, a empresa cortou 1.400 funcionários.

Provisão

De acordo com a empresa, o balanço foi pressionado por uma provisão de R$ 434 milhões relacionada a recebíveis da venda da The Body Shop. Excluído tal impacto, o lucro das operações continuadas teria sido de R$ 620 milhões, num salto anual de R$ 321 milhões.

A receita líquida somou R$ 6,19 bilhões no último trimestre de 2025, com baixa de 12,1% na comparação anual. “A desaceleração das receitas refletiu, principalmente, o desempenho mais fraco no Brasil e as instabilidades relacionadas à integração das marcas na Argentina, além de pressões cambiais e do impacto da hiperinflação”, afirmou a Natura.

Receita no Brasil

No Brasil, a receita líquida recuou 4,8% no quarto trimestre, para R$ 3,77 bilhões. Ela foi impactada pela baixa na atividade das consultoras e pelo desempenho mais fraco da marca Avon.

“A ligeira queda da marca reflete a redução no número e na atividade das consultoras menos produtivas”, diz a companhia. “A Avon ainda enfrenta pressões enquanto aguarda a tração do relançamento iniciado em março.” Os canais digitais e o varejo no Brasil, no entanto, continuaram crescendo. As vendas digitais, por exemplo, avançaram 24,5% no trimestre.

Na América Hispânica, a receita caiu 21,5%, para R$ 2,42 bilhões, refletindo, como já observado, o impacto da hiperinflação e da desvalorização cambial na Argentina. Isso, ainda de acordo com a empresa, além das instabilidades operacionais decorrentes da integração entre Natura e Avon na região.

Rentabilidade

A rentabilidade também melhorou. O Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente foi de R$ 978 milhões no último trimestre de 2025, avanço de 57,2% na comparação anual, com margem de 15,8%, expansão de cerca de 7 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2024.

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