Na máxima do ano, Ibovespa ultrapassa 123 mil pontos; dólar desaba

Pouco antes das 15h, o índice disparava mais de 2%, aos 122,9 mil pontos, depois de ter superado os 123 mil mais cedo. Dólar caía 0,78%

atualizado

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3 - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

Em dia de euforia no mercado financeiro, o Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil, atingiu seu maior patamar desde 2023.

Nesta terça-feira (14/11), o índice ultrapassou a marca de 123 mil pontos, em meio à onda de otimismo após a divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram comportados.

Na máxima do pregão até aqui, o Ibovespa bateu 123.303,82 pontos. Foi a maior pontuação, durante um pregão, desde agosto de 2021.

Pouco antes das 15h, o índice disparava mais de 2% (2,07%), aos 122.905,96 pontos.

No dia anterior, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,13%, aos 120,4 mil pontos. Com o resultado, acumula ganhos de 6,42% no mês e de 9,73% no ano.

Inflação nos EUA anima o mercado

O grande destaque do dia é a inflação nos EUA. De acordo com dados divulgados mais cedo pelo Departamento do Trabalho do governo americano, o índice ficou em 3,2%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) havia ficado em 3,7%, mesmo resultado de agosto.

O resultado veio praticamente em linha com as estimativas da maioria dos analistas, que giravam em torno de 3,3% na base anual.

Já na base mensal, em relação a setembro deste ano, a inflação americana ficou estável, com variação nula, ante 0,4% do mês anterior. A projeção do mercado era uma leve alta de 0,1%.

A inflação nos EUA continua como foco de preocupação do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), responsável pela definição da taxa básica de juros no país.

O dado de inflação de outubro era aguardado com expectativa pelos investidores, porque serve como base para o Fed definir os próximos passos da taxa de juros no país. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, os juros básicos foram mantidos no patamar entre 5,25% e 5,5% ao ano, o maior nível em 22 anos.

Nas últimas 14 reuniões do Fomc, houve elevação dos juros em 11 delas e manutenção da taxa em três.

No Brasil, queda do setor de serviços preocupa

No cenário doméstico, os investidores repercutem o resultado do setor de serviços no Brasil, que recuou 0,3% em setembro deste ano, na comparação com agosto, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já na comparação anual, em relação a setembro do ano passado, os serviços recuaram 1,2%, interrompendo uma sequência de 30 taxas positivas consecutivas nessa base de comparação.

O resultado mensal veio pior do que as estimativas do mercado – a maioria dos analistas esperava uma alta de 0,3%. Na comparação anual, a expectativa era crescimento de 0,5%.

Analistas consultados pelo Metrópoles afirmam que o resultado do setor de serviços em setembro indica um cenário de desaceleração da atividade econômica do país.

“Os últimos resultados da produção industrial, do varejo e dos serviços corroboram nossa visão de que veremos uma desaceleração da atividade econômica no segundo semestre. Nossa previsão é que teremos uma contração de 0,1% no PIB do terceiro trimestre. Para 2023 e 2024, nossa projeção para o crescimento do PIB é de 3% e 1,5%, respectivamente, ambas com viés de baixa”, afirma Claudia Moreno, economista do C6 Bank.

Para Maykon Douglas, economista da Highpar, a “fotografia” do setor de serviços, ao fim do terceiro trimestre, é “pior do que a do trimestre anterior”.

“Embora venha de bases de comparação historicamente altas, o setor começa a sentir mais os efeitos dos juros contracionistas e corrobora o cenário de atividade mais fraca nesta terceira parte do ano. O movimento é esperado, mas a um valor pior que as projeções”, afirma Maykon.

Dólar desaba

Em movimento oposto ao da Bolsa, o dólar seguia operando em forte queda na tarde desta terça-feira.

Às 14h55, a moeda americana recuava 0,78% e era negociada a R$ 4,87. Na mínima do dia até aqui, o dólar foi vendido a R$ 4,849.

Na véspera, a moeda teve baixa de 0,14%, cotada a R$ 4,907. Com o resultado, acumula perdas de 2,63% em novembro e de 7,01% em 2023.

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