Na Europa, bolsas operam no vermelho no dia seguinte ao “tarifaço”

Pouco depois das 7 horas (de Brasília), índice Stoxx 600, que reúne ações das 600 maiores empresas europeias listadas em bolsas, caía 1,7%

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Imagem de painel da Bolsa de Valores de Londres, exibindo números do índice FTSE 100 e, em frente, um homem de terno escuro caminhando - Metrópoles
1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores de Londres, exibindo números do índice FTSE 100 e, em frente, um homem de terno escuro caminhando - Metrópoles - Foto: Lionel Healing/Getty Images

Assim como aconteceu no mercado asiático, os principais índices das bolsas de valores da Europa operavam no vermelho nesta quinta-feira (3/4), no dia seguinte à imposição de uma nova série de tarifas comerciais sobre produtos importados dos Estados Unidos em todo o mundo.


O que aconteceu

  • Pouco depois das 7 horas (pelo horário de Brasília), o índice Stoxx 600, que reúne as ações das 600 maiores empresas europeias listadas em bolsas, tombava 1,7%, aos 527,87 pontos.
  • O FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuava 1,37%, enquanto o índice CAC 40, em Paris, despencava 2,3%.
  • Em Frankfurt, o índice DAX registrava queda de 1,88%.
  • O FTSE MIB, da Bolsa de Milão, cedia 1,89%, enquanto o Ibex 35, de Madri, caía 0,81%.
  • A exceção, entre os principais mercados europeus, ficava por conta da Bolsa de Lisboa – o índice PSI 20 tinha alta de 0,4%.

União Europeia prepara resposta

Nesta quinta-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia (UE) está preparando medidas de resposta em retaliação aos EUA.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por sua vez, adotou um tom mais comedido e disse que o país reagirá com “cabeça fria e calma” diante do “tarifaço” norte-americano.

Em discurso mais cedo, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, defendeu que a autoridade monetária do bloco seja “extremamente prudente” na condução de suas políticas sobre a taxa de juros.

O novo “tarifaço” de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (2/4) a imposição de novas tarifas sobre produtos importados, atingindo países com taxas que variam de 10% a 97%.

A medida, segundo Trump, tem como objetivo fortalecer a produção doméstica e combater o que o governo norte-americano considera práticas comerciais desleais.

Desde fevereiro, Trump já vinha sinalizando a adoção das tarifas, mas sem detalhar valores ou critérios. Na última semana, ele reforçou que a taxação seria aplicada de forma ampla, embora ajustes e negociações ainda possam ocorrer.

A nova política tarifária faz parte das promessas de campanha do republicano e foi batizada por ele de “Dia da Libertação”, em referência à redução da dependência dos EUA em relação a importações.

Um dos pilares da medida é a adoção de tarifas recíprocas, ou seja, taxas equivalentes às que os produtos norte-americanos enfrentam em outros mercados.

O governo Trump argumentava que países que impõem barreiras comerciais aos EUA seriam submetidos a condições semelhantes.

O Brasil está na lista dos 113 países que serão atingidos com as menores tarifas a serem cobradas sobre importações dos EUA. Ao todo, as nações abaixo serão tarifadas em 10%, o patamar mínimo implementado pelo presidente norte-americano.

Veja como ficou a taxação em cada país

 

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