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Negócios

Moody’s corta perspectiva de crédito da China e cita crise imobiliária

Moody’s, uma das 3 principais agências de classificação de risco do mundo, cortou a perspectiva do rating da China de estável para negativa

05/12/2023 08:53, atualizado 05/12/2023 08:54
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Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem de notas de dinheiro sendo manuseadas por homem. Ao fundo, logotipo do Banco Central da China

A Moody’s, uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, cortou a perspectiva do rating da China de estável para negativa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (5/12).

A agência mencionou os índices menores de crescimento do gigante asiático no médio prazo e os riscos de um agravamento da crise enfrentada pelo setor imobiliário do país.

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“A mudança na perspectiva reflete o aumento dos riscos relacionados ao crescimento econômico de médio prazo estrutural e persistentemente menor e a redução contínua do setor imobiliário”, afirmou a Moody’s.

Ainda de acordo com o relatório da agência, o crescimento da economia chinesa deve desacelerar para 4% em 2024 e 2025, até chegar à média de 3,8% entre 2026 e 2030.

Em nota, o Ministério das Finanças da China rebateu a decisão da Moody’s. Segundo o governo de Pequim, a economia mantém uma “tendência positiva” e está em franca recuperação.

“As preocupações da Moody’s sobre as perspectivas de crescimento econômico da China, sustentabilidade fiscal e outros aspectos são desnecessárias”, afirmou a pasta.

O corte da perspectiva de crédito da China se refletiu no mercado financeiro. O índice Hang Seng, da Bolsa de Valores de Hong Kong, fechou o dia em queda de 1,9%, aos 16,3 mil pontos.

Na China Continental, o índice Xangai Composto recuou 1,7%, aos 2,9 mil pontos.