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Negócios

Ministro do Trabalho fala em "insanidade" e "irresponsabilidade" do BC

"Era possível gerar mais empregos não fosse uma insanidade, uma irresponsabilidade do BC com a taxa de juros", diz o ministro Luiz Marinho

14/07/2023 12:51, atualizado 14/07/2023 13:28
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Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante cerimônia pública

Além da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também subiu o tom contra o Banco Central (BC) por causa da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano.

Nesta sexta-feira (14/7), ao participar da última plenária pública do Plano Plurianual (PPA), em São Paulo, Marinho disse que a manutenção dos juros nesse nível é uma “insanidade”.

O saldo de emprego gerado de janeiro a maio foi de 855 mil novos empregos. Estamos projetando para este ano 2 milhões de empregos. Era possível gerar mais empregos não fosse uma insanidade, uma irresponsabilidade do BC com a taxa de juros praticada”, afirmou Marinho.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que define a taxa de juros, acontece nos dias 1º e 2 de agosto. Há um consenso no mercado de que a Selic será reduzida – só não se sabe se em 0,25 ponto percentual ou em 0,5 ponto percentual.

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