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Negócios

Mastercard compra startup do setor de criptomoedas por US$ 1,8 bilhão

Ao adquirir empresa focada em infraestrutura, gigante global quer integrar meios de pagamentos tradicionais às novas tecnologias

17/03/2026 14:32, atualizado 17/03/2026 15:40
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Austin Distel/Unsplash
Fotografia colorida mostrando pessoa investindo no celular e no computador-Metrópoles

A Mastercard anunciou nesta terça-feira (17/3) que vai adquirir a BVNK, uma startup de infraestrutura para stablecoins (um tipo de criptomoeda) por até US$ 1,8 bilhão (quase R$ 9,4 bilhões no câmbio atual).

O valor inclui US$ 300 milhões em pagamentos condicionados a metas, segundo comunicado divulgado pelas empresas. Elas, contudo, não informaram se o pagamento será feito em dinheiro, ações ou uma combinação de ambos.

A Mastercard lançou no começo deste mês uma rede global de parcerias com mais de 85 empresas de criptoativos, para integrar o sistema financeiro tradicional com novas formas de pagamento. Segundo a companhia, pagamentos com moedas digitais movimentaram US$ 350 bilhões no ano passado.

Fundada em 2021, a BVNK atua como uma espécie de “ponte” para a entrada em redes de blockchain (grosso modo, um registro digital descentralizado, que armazena dados de transações) em mais de 130 países.

O acordo anunciado nesta terça-feira acontece quatro meses depois do fim das negociações entre a BVNK e a Coinbase. Um negócio que estava avaliado em US$ 2 bilhões.

Análise

Isac Costa, diretor de ensino e pesquisa do Instituto Brasileiro de Inovação e Tecnologia (Ibit) considera que a adoção de stablecoins tende a ganhar força especialmente em pagamentos internacionais, onde a tecnologia permite liquidação quase instantânea e redução de custos operacionais.

“Mastercard e Visa não estão combatendo as stablecoins”, diz. “Estão se tornando o trilho sobre o qual elas circulam. Esse movimento indica que o setor de pagamentos não as vê como concorrentes diretas, mas como algo a ser integrado às redes existentes. O interesse crescente das redes de pagamento mostra que o mercado de criptoativos está deixando de ser periférico e passando a influenciar diretamente a arquitetura do sistema financeiro. No longo prazo, a principal contribuição do setor cripto para os pagamentos pode não ser substituir os sistemas atuais, mas acelerar sua evolução tecnológica.”

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