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Negócios

Kabum e Magalu: o novo capítulo da guerra

Ex-donos do site de e-commerce afirmam que varejista cometeu crimes de calúnia e difamação em processo no qual foram demitidos da empresa

26/04/2023 10:40, atualizado 26/04/2023 11:51
Divulgação/Kabum
imagem colorida irmaos criadores kabum leandro thiago ramos

Os fundadores da plataforma de comércio eletrônico Kabum, Thiago e Leandro Ramos (foto em destaque), acusam o CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, e mais três executivos da empresa de terem cometido crimes de calúnia e difamação ao demiti-los por justa causa do site de e-commerce. Embora tenham vendido o Kabum para o Magalu, em julho de 2021, os dois ocupavam cargos na administração na empresa até recentemente.

Agora, os irmãos Ramos querem que a varejista se retrate publicamente em 48 horas. Caso contrário, afirmam que vão ajuizar uma ação criminal contra os executivos. Ameaças e argumentos constam de uma interpelação enviada nos últimos dias pelos advogados dos Ramos a Trajano e aos demais componentes da cúpula do Magazine Luiza.

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Na interpelação, os fundadores do site alegam que, “sem quaisquer provas”, “foram acusados de uma série de atos de improbidade” na carta de demissão. A “mais grave” delas seria a acusação de que teriam “realizado atos de ‘concorrência contra o seu empregador, notadamente, em razão de constituição e administração de empresa concorrente’”. Ou seja, os irmãos estariam sendo acusados de atuar em outra companhia do mesmo ramo, enquanto administravam o site.

Para os advogados dos fundadores do Kabum, tal acusação caracterizaria um crime de concorrência desleal. “Em outras palavras”, menciona a interpelação, “V. Sas. acusam os irmãos de terem cometido crime, passível de detenção em regime fechado, e que ofende gravemente a honra e mancha de maneira indelével a reputação” de ambos.

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O Magazine Luiza manifestou-se por meio da seguinte nota: “Ao longo dos seus mais de 60 anos, o Magalu sempre pautou sua atuação na ética, na transparência e no respeito irrestrito à lei. Não foi diferente durante o processo de aquisição de mais de 20 empresas nos últimos anos, entre elas, o Kabum. Todas as decisões tomadas até aqui em relação ao Kabum e a seus fundadores seguem a lei e se baseiam exclusivamente em fatos, cujas evidências e provas serão apresentadas à Justiça, no momento oportuno”.

Desde fevereiro, os irmãos Thiago e Leandro Ramos contestam na Justiça o processo de venda do Kabum, por R$ 3,5 bilhões, em 2021, para o Magazine Luiza. Eles alegam que foram prejudicados pelo Itaú BBA e pelo próprio Magalu, no processo de negociação da venda do site, a maior plataforma de games e produtos de tecnologia da América Latina. Tanto o banco como a varejista contestaram essa versão.