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Negócios

Investimento chinês no Brasil despenca 78% em 2022, o menor em 13 anos

Considerando apenas os aportes efetivados no período, as empresas da China investiram US$ 1,3 bilhão no país, ante US$ 5,9 bilhões em 2021

29/08/2023 08:41, atualizado 29/08/2023 08:53
Russell Monk/Getty Images
Fotografia de uma bandeira da China - Metrópoles

Os investimentos da China no Brasil recuaram fortemente em 2022 e atingiram o menor patamar em 13 anos, desde 2009. É o que mostram os dados de um levantamento realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), divulgado nesta terça-feira (29/8).

De acordo com o relatório, os investimentos despencaram 78% no ano passado, em relação a 2021.

Considerando apenas os aportes efetivados no período, as empresas da China investiram US$ 1,3 bilhão no país, ante US$ 5,9 bilhões no ano anterior.

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O resultado coloca o Brasil na 9ª colocação do ranking de principais destinos dos investimentos chineses, atrás de Arábia Saudita, Indonésia, Hungria, Singapura, Estados Unidos, Malásia, Zimbábue e Argentina.

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Apesar da redução no valor dos investimentos, o número de projetos executados por companhias da China no Brasil foi o maior da série histórica (32), ultrapassando o recorde registrado em 2018.

“Essa queda no valor não representa uma falta de interesse dos chineses”, afirma Tulio Cariello, diretor de Conteúdo e Pesquisa do CEBC.

“São duas formas de olhar. Em 2021, tivemos menos projetos, mas um deles era gigante, no setor de óleo e gás, que foi 85% do valor investido”, comparou.

Em 2021, as estatais China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e China National Oil and Gas Exploration and Development Company (CNODC), sócias da Petrobras na exploração do pré-sal, fizeram aportes importantes em seus projetos no país.

“A forma mais interessante de entender o interesse do investimento chinês é pelo número de projetos. Esse foi um ano em que tivemos muitos projetos. O que não tivemos foi algum empreendimento muito intensivo em capital”, explica Cariello.