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Negócios

“Inflação veio melhor, mas ainda não nos dá conforto”, diz Campos Neto

Na avaliação do presidente do BC, dados do IPCA-15 divulgados na terça-feira (27/8) pelo IBGE foram bons, mas inflação de serviços preocupa

28/08/2024 12:02
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, comparece a audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (28/8) que os dados parciais da inflação de agosto, divulgados na véspera pelo IBGE, foram positivos, mas ainda não dão folga à política monetária do BC. “Inflação veio melhor, mas ainda não nos dá conforto”, disse Campos Neto.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de agosto, conhecido como uma “prévia da inflação” por analisar o comportamento dos preços até a primeira quinzena do mês, ficou em 0,19%, depois de registrar taxa de 0,30% em julho. 

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Além da desaceleração sobre o mês anterior, o número ficou dentro da expectativa do mercado, que previa um avanço entre 0,17% e 0,20% do IPCA-15. Os combustíveis, notadamente a gasolina, foram os vilões do indicador. Isso além dos setores de “educação” e “artigos de residências” que também apresentaram altas expressivas.

No evento em São Paulo, o presidente do BC observou que a inflação ainda segue resiliente no setor de serviços, especialmente intensivo no uso de mão de obra. Como o mercado de trabalho está aquecido no país, a queda de preços nesse segmento tem sido mais lenta. Campos Neto também afirmou que o BC fará o que “for preciso” para levar a inflação à meta, fixada em 3% para 2024.