Inflação na Argentina acelera para 2,1% e fica em 31,8% em 12 meses

No mês passado, segundo o levantamento do Indec, a inflação no país governado pelo ultraliberal Javier Milei havia sido de 1,9%

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A taxa mensal de inflação na Argentina registrou uma leve aceleração em setembro deste ano, na comparação com agosto, e ficou em 2,1%, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (14/10) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

No mês passado, segundo o levantamento do Indec, a inflação no país governado pelo ultraliberal Javier Milei havia sido de 1,9%, mesmo resultado de julho.

Já no acumulado de 12 meses até setembro, o índice ficou em 31,8%, desacelerando em relação aos 33,6% registrados no mês anterior.

Os dados vieram em linha com as estimativas da maioria dos analistas do mercado, que eram exatamente de 2,1% (mensal) e 31,8% (anual).

Em setembro, os segmentos que registraram a maior inflação foram os de habitação, água, eletricidade e outros combustíveis, impulsionado pelo aumento no aluguel de moradia, e o de educação, ambos com variação de 3,1% nos preços em setembro.

As menores variações no mês foram de recreação e cultura (1,3%) e restaurantes e hotéis (1,1%).

Crise política

Os dados de inflação na Argentina são divulgados em meio a uma crise no governo do presidente Javier Milei, que sofreu uma derrota importante nas eleições da província de Buenos Aires, no mês passado.

A Força Nacional, coalizão peronista que faz oposição a Milei, venceu a disputa com cerca de 41%, ante 34% do partido La Libertad Avanza, do atual presidente.

A Argentina se prepara para as eleições legislativas, programadas para o fim de outubro, que são consideradas por alguns analistas uma espécie de “referendo” sobre o governo Milei.

Se, neste mês de outubro, houver uma derrota similar, analistas do mercado temem que o governo argentino terá dificuldade para prosseguir com as reformas econômicas em curso no país.

A Argentina passa por condições financeiras instáveis, com desvalorização do peso, queda da bolsa e denúncias de corrupção na administração. Acusações pesam, por exemplo, contra Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência.

Trump e Milei juntos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu Javier Milei na Casa Branca para um almoço, na terça-feira, e manifestou total apoio ao líder ultraliberal, embora tenha gerado incerteza ao condicionar a ajuda financeira anunciada ao futuro político da Argentina.

O pacote de socorro, divulgado dias antes pelo governo norte-americano, prevê a injeção de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 109 bilhões) no país sul-americano por meio de operações financeiras e de câmbio, com o objetivo de estabilizar a economia argentina.

Segundo Trump, a oferta vem em resposta ao “ótimo trabalho” que Milei tem realizado desde que chegou ao poder, e não deve ser questionada pela oposição. No entanto, sua intenção de apoiar financeiramente o governo do presidente argentino tem uma condição: que seu partido, o Libertad Avanza, vença as eleições legislativas de 26 de outubro, determinantes para a condução das reformas econômicas propostas por Milei.

“Nossas decisões estão sujeitas a quem ganhar as eleições, porque se um socialista ganhar, a gente se sente muito diferente sobre fazer o investimento”, explicou Trump antes de um almoço de trabalho com Milei e sua equipe. “Seus números nas pesquisas estão muito bons, mas acho que ficarão melhores depois disso”, aposta Trump.

O republicano foi além e advertiu que não deseja ver o retorno da esquerda ao poder no país sul-americano. “Se ele perder, não seremos generosos com a Argentina”, sentenciou. “Se ele não ganhar, vamos embora”, enfatizou o mandatário norte-americano.

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