Produção e venda de veículos no Brasil caem em novembro, diz Anfavea

Produção de veículos recuou 11,6% no mês passado, na comparação com outubro deste ano. Em novembro, foram produzidas 219,1 mil unidades

atualizado

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Indústria automotiva
1 de 1 Indústria automotiva - Foto: GettyImages

A indústria automotiva do Brasil registrou queda tanto na produção quanto na venda de veículos em novembro deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (8/12) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Principais dados

Segundo a entidade, a produção de veículos no país recuou 11,6% no mês passado, na comparação com outubro deste ano. Em novembro, foram produzidas 219,1 mil unidades, ante 247,8 mil em outubro.

Em relação a novembro do ano passado, o recuo foi de 8,2%, de acordo com a Anfavea.

As vendas de veículos, por sua vez, caíram 8,5% em novembro, na base de comparação mensal, com 238,6 mil veículos emplacados no país (ante 260,7 mil em outubro).

Na comparação anual, as vendas registraram queda de 5,9%.

De acordo com os dados da Anfavea, as exportações registraram baixa de 12% no mês passado, com 35,7 mil unidades exportadas no período. Em outubro, foram 40,6 mil.

Acumulado do ano

De acordo com a Anfavea, a produção acumulada de veículos no Brasil nos 11 primeiros meses de 2025 alcançou 2,4 milhões de unidades, o que representou uma alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado (2,3 milhões).

O resultado positivo entre janeiro e novembro foi alavancado pelo segmento de automóveis, com 1,8 milhão de unidades produzidas (crescimento anual de 5,2%). O levantamento inclui veículos leves, caminhões e ônibus.

O que diz a Anfavea

“A nossa projeção da Anfavea para este ano era de 7,8% de aumento da produção, o que nos dá um ‘gap’ de 5,2% do que projetamos em relação ao que está até agora realizado. A nossa projeção, muito provavelmente, não vai se realizar, diante dos resultados que temos acumulado até o mês de novembro”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet, em entrevista coletiva.

“O que nos preocupa é quando olhamos para a relação anual. Em novembro do ano passado, a taxa Selic estava na casa de 11% e hoje estamos em 15%. O componente Selic e taxa de juro para pessoa física importam muito na relação de um ano para o outro”, completou Calvet.

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