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Negócios

Guerra deixa horizonte "não muito ensolarado" para economia, diz FMI

Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, diz que o órgão monitora os desdobramentos da guerra com preocupação sobre efeitos no petróleo

12/10/2023 12:03, atualizado 12/10/2023 22:57
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Samuel Corum/Getty Images
Imagem de Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI. Ela fala ao microfone e veste uma blusa bege, gesticulando com o braço esquerdo - Metrópoles

A guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza, deflagrada após os violentos ataques contra o território israelense no fim de semana passado, é um fator de grande preocupação para a economia global, disse nesta quinta-feira (12/10) a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

As declarações da dirigente do fundo foram dadas em Marrakech (Marrocos), durante entrevista coletiva. Ela participa da reunião anual do FMI.

Georgieva classificou os ataques do Hamas contra Israel como “uma nova nuvem no horizonte não muito ensolarado para a economia mundial”.

“Em termos de impactos na economia, estamos monitorando muito de perto a evolução do conflito e como ele afetará, especialmente, o mercado de petróleo”, afirmou Georgieva.

Há dois dias, o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, já havia afirmado que a guerra no Oriente Médio pode fazer com que os preços do petróleo disparem, o que teria potencial impacto negativo sobre a economia mundial.

De acordo com o economista, uma alta de 10% nos preços do petróleo seria capaz de derrubar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial em 0,15 ponto percentual, além de elevar a inflação em 0,4%.

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