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Negócios

Greve de funcionários derruba ações da Embraer na Bolsa

Por volta das 11h10 (pelo horário de Brasília), os papéis da Embraer na Bolsa de Valores (B3) registravam queda de 1,32%, cotados a R$ 74,85

17/09/2025 11:33, atualizado 17/09/2025 12:18
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JP Carnevalli/iStock Editorial/Getty Images Plus
Imagem de sede da Embraer - Metrópoles

A greve por tempo indeterminado decretada nesta quarta-feira (17/9) por metalúrgicos da Embraer na unidade de São José dos Campos (SP) está derrubando as ações da companhia negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3).

Por volta das 11h10 (pelo horário de Brasília), os papéis da Embraer na B3 registravam queda de 1,32%, cotados a R$ 74,85.

Um pouco mais cedo, às 10h35, as ações da empresa recuaram 1,56%, a R$ 74,67.

A greve

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, que representa a categoria, a paralisação das atividades dos funcionários da Embraer acontece em meio a uma negociação salarial.

“A reivindicação é de reajuste salarial de 11%, benefício de R$ 1 mil e assinatura de convenção coletiva. A decisão foi aprovada em assembleia, nesta quarta-feira (17)”, informou o sindicato.

Em assembleia realizada no dia 9 de setembro, já com aviso de greve, uma proposta de reajuste salarial apenas pela inflação, de 5,05%, foi rejeitada.

Em São José dos Campos, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários. A unidade da companhia na cidade paulista fabrica jatos comerciais e executivos, sistemas e equipamentos, além de contar com um centro de desenvolvimento.

O que diz a Embraer

Em nota encaminhada ao Metrópoles, a Embraer afirmou que suas fábricas “operam normalmente em todo o Brasil”, que “respeita todos os direitos dos colaboradores” e que “estranhou a ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos nessa manhã, na unidade Ozires Silva, que visa a cercear o direito constitucional de ir e vir”.

No texto, a Embraer diz ainda que “as negociações da data-base estão em andamento junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o sindicato ainda não apresentou a proposta mais recente aos trabalhadores”.

“A Fiesp, que representa o grupo patronal do setor aeronáutico nas negociações referente à data-base 2025, apresentou ontem, 16 de setembro, uma nova proposta de reajuste salarial de 5,5% (valor acima da inflação do período) e aumento de 12,5% do vale alimentação para colaboradores com salários de até R$ 11 mil. As negociações no âmbito da Fiesp continuam em andamento com todos os sindicatos que representam os colaboradores no Estado de São Paulo”, completa a Embraer.

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