Europa: bolsas caem com tensão geopolítica e à espera da taxa de juros

Investidores da Europa repercutiram a escalada nas tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, além da crise política na França

atualizado

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1 de 1 Imagem de pessoa passando em frente a painel da Bolsa de Valores de Londres - Metrópoles - Foto: Cate Gillon/Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam no vermelho nesta quarta-feira (10/9), na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que definirá a taxa de juros no bloco.

Apesar de os resultados do mercado de ações ter sido influenciado, principalmente, pelo noticiário corporativo, os investidores também repercutiram a escalada nas tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia, além da crise política na França.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em queda de 0,02%, aos 552 pontos, praticamente estável.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX caiu 0,36%, aos 23,6 mil pontos.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão em baixa de 0,19%, aos 9,2 mil pontos.
  • Uma das exceções positivas do dia foi a Bolsa de Paris. O índice CAC 40 fechou em alta de 0,15%, aos 7,7 mil pontos.
  • Em Madri, o Ibex 35 avançou 1,29%, aos 15,2 mil pontos.

Juros na Europa e guerra na Ucrânia

Na quinta-feira (11/9), a autoridade monetária da Europa definirá a taxa básica de juros do bloco. A expectativa da maior parte dos analistas do mercado é a de que ela seja mantida no patamar atual, de 2% ao ano.

Os investidores também seguem monitorando o noticiário envolvendo a escalada nas tensões entre Rússia e Ucrânia, em meio a uma guerra que já dura mais de três anos.

Novos ataques aéreos russos, nesta quarta, deixaram pelo menos 20 mortos na Ucrânia. As forças da Rússia invadiram o espaço aéreo da Polônia, o que suscitou preocupações acerca de um possível ataque mais abrangente.

Ações

No pregão desta quarta-feira, as ações da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk fecharam em forte alta de 3,68%. A companhia anunciou a demissão de 9 mil funcionários em todo o mundo. O corte representa 11% da força de trabalho global da empresa.

Os desligamentos acontecem em um momento em que a Novo Nordisk reduziu, pela terceira vez neste ano, a previsão de lucro da empresa. A queda na expectativa dos ganhos ocorre em meio a um acirramento da concorrência no segmento de remédios para diabetes, usados para tratamentos de emagrecimento.

De acordo com a Novo Nordisk, os cortes devem resultar numa economia de 8 bilhões de coroas dinamarquesas (cerca de US$ 1,3 bilhão ou R$ 7 bilhões) até o fim de 2026. Tal quantia, diz o laboratório, deverá ser reinvestida no desenvolvimento de novos medicamentos. As demissões incluem 5 mil postos de trabalho na Dinamarca, onde desligamentos em massa são incomuns.

Nos últimos 12 meses, as ações da Novo Nordisk acumulam perdas de 60%, depois de a empresa ter se tornado, por um breve momento, a mais valiosa da Europa.

Também nesta quinta-feira, os papéis da Inditex, proprietária da Zara, subiram 6,59% após a divulgação de resultados positivos no primeiro semestre.

Crise política na França

Apesar do bom resultado da Bolsa de Paris, nesta quarta, o mercado segue apreensivo em relação aos desdobramentos da crise política na França. Os investidores ainda digerem a posse do novo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, em meio a uma onda de protestos contra o governo do presidente Emmanuel Macron.

Lecornu tem de enviar ao Congresso, até o dia 7 de outubro, um projeto com o orçamento de 2026.

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