Empresa do trio de bilionários da Americanas comprou fatia na Copel
3G Radar, do trio Lemann, Telles e Sicupira, comprou participação de 5% na Copel, ex-estatal do Paraná privatizada nesta semana

Uma das empresas do trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Alberto Sicupira comprou parcela significativa na oferta de ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel), privatizada na segunda-feira (14/8). A participação do trio, efetivada por meio da gestora 3G Radar, foi informada pela Copel ao mercado.
Segundo comunicado, a Radar Gestora de Recursos aumentou a participação que detinha na Copel e chegou a 85,16 milhões de ações preferenciais na companhia paranaense. O total equivale, segundo a Copel, a cerca de 5,07% do total de ações preferenciais emitidas.
A participação é classificada como relevante pelas regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, por isso, teve de ser divulgada pela Copel ao restante do mercado.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasA 3G Capital, parte do império do trio Lemann, Telles e Sicupira e que controla globalmente empresas como Burger King, AB InBev e Kraft Heinz, é uma das proprietárias da 3G Radar. No Brasil, a gestora tem participação minoritária na Eletrobras, privatizada no ano passado.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLemann, Telles e Sicupira são sócios de referência na Americanas, em participação que ganhou os holofotes após a fraude contábil revelada na varejista. Os três eram controladores da varejista até 2021 e estão hoje em negociação com credores da companhia, que está em recuperação judicial.
Não há mais detalhes sobre se o trio pretende exercer alguma atuação efetiva nas decisões da Copel. Em comunicado ao mercado, a Copel informou apenas não haver “qualquer acordo ou contrato regulando o exercício do direito de voto ou compra e venda de valores mobiliários” por parte da Radar.
A oferta de ações da Copel foi concluída nesta semana, por meio da qual o governo do Paraná, até então acionista controlador, diluiu sua participação na empresa. A oferta movimentou R$ 5,3 bilhões.
Com o processo, a Copel foi oficialmente privatizada e passa a ser gerida no formato de “corporation”, em modelo semelhante ao da Eletrobras e que não tem um controlador majoritário.



