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Embraer escapa do tarifaço de Trump. Ações disparam

Por volta das 15h50 (pelo horário de Brasília), as ações da Embraer negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) disparavam 10,56%, a R$ 76

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1 de 1 Imagem de avião da Embraer - Metrópoles - Foto: Etienne DE MALGLAIVE/Gamma-Rapho via Getty Images

A Embraer, uma das empresas que teoricamente poderiam ser mais afetadas pelo tarifaço comercial anunciado pelo governo dos Estados Unidos, entrou no rol das exceções e não será taxada.

De acordo com a ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a fabricante brasileira de aeronaves faz parte do grupo de companhias e setores que ficaram fora do tarifaço de 50% sobre os produtos exportados pelo país aos norte-americanos.

O vaivém das ações da Embraer

Por volta das 15h50 (pelo horário de Brasília), as ações da Embraer negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) disparavam 10,56%, cotadas a R$ 76.

Pouco depois do anúncio da ordem executiva assinada por Trump, os papéis da Embraer chegaram a cair mais de 2%. No entanto, quando o mercado se debruçou sobre as exceções às tarifas, os papéis da companhia entraram em leilão e passaram a subir.

O leilão de ações é um mecanismo utilizado pelas bolsas de valores para equilibrar a oferta e a demanda de ações em momentos específicos do pregão. Ele assegura que o preço de uma ação reflita de forma mais precisa o equilíbrio entre compradores e vendedores.

Embraer “poupada” do tarifaço

A Embraer era vista como uma das empresas, em tese, mais afetadas pelo tarifaço comercial de Donald Trump, já que boa parte de seus produtos é exportada para os EUA.

Na véspera, os papéis da fabricante brasileira avançaram quase 4% com a mobilização do governo federal e da própria empresa para que ela fosse poupada das tarifas.

Ordem executiva de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira uma Ordem Executiva que oficializa a tarifa de 50% a produtos importados do Brasil. A decisão foi justificada como resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, representam uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana. O tarifaço estava marcado para começar no dia 1º de agosto, mas a ordem executiva define para o dia 6 o prazo para mercadorias inseridas para consumo, ou retiradas do depósito para consumo.

Apesar da ordem executiva, Trump deixou vários produtos fora do tarifaço, como produtos aeronáuticos civis (o que interessa à Embraer), suco e derivados de laranja, minério de ferro, aço e combustíveis, por exemplo.

A medida se baseia na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA – da sigla em inglês), de 1977, e declara a instauração de uma nova emergência nacional nos EUA em relação ao Brasil. O texto da Ordem Executiva acusa o governo brasileiro de perseguir, intimidar, censurar e processar politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, o que, na visão do governo Trump, configuraria violações graves dos direitos humanos e um enfraquecimento do Estado de Direito.

“O presidente Trump tem reafirmado consistentemente seu compromisso de defender a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos contra ameaças estrangeiras, inclusive salvaguardando a liberdade de expressão e responsabilizando violadores de direitos humanos por seu comportamento ilegal”, diz comunicado oficial.

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