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Negócios

Em redes sociais, críticas à inflação caíram em 2023, diz levantamento

Debate sobre inflação nas redes sociais têm sido impactado por queda no preço dos combustíveis, mostra levantamento da consultoria .MAP

Carolina Riveira09/06/2023 14:56, atualizado 09/06/2023 15:10
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
frentista no posto

O preço menor dos combustíveis no ano tem repercutido positivamente nas redes sociais e levado à queda geral das críticas sobre a inflação, de acordo com levantamento da .MAP, consultoria especializada no monitoramento de redes.

A temática do preço dos combustíveis teve aprovação de 78% dentre as postagens no mês de maio, segundo a metodologia de análise da consultoria. O preço do gás também teve aprovação de 71% no debate nas redes, segundo os dados obtidos pelo Metrópoles.

Já o preço dos alimentos, o segundo mais comentado atrás dos combustíveis, teve visão menos positiva, de 42% no mês, com consumidores ainda questionando valores vistos como elevados.

Apesar disso, o momento favorável aos combustíveis na opinião pública puxou para cima a visão geral sobre a inflação, diz a .MAP. Ao todo, a consultoria calcula que houve 71% de “positividade”, isto é, de postagens classificadas como de tom positivo sobre o tema.

O levantamento é feito com base em monitoramento de 1,4 milhão de posts públicos por dia no Twitter e no Facebook.

Os números mostram ainda que a inflação foi o assunto econômico mais comentado entre 1º e 31 de maio, à frente de temas como “impostos” e “mercado de trabalho”.

Dentre todos os assuntos discutidos nas redes, a inflação foi o 11º tema mais comentado pelos brasileiros em maio.

Pico das críticas à inflação foi em 2021

O tom nas redes sobre a inflação é o mais positivo sobre o tema desde o início da série da .MAP, em 2018.

No agregado do ano, a positividade no debate sobre inflação nas redes chegou a 59%, à frente dos 31% vistos no acumulado de 2022. O pior momento registrado foi em 2021, com positividade de somente 3%.

No fim de 2021 e início de 2022, a inflação brasileira teve alguns de seus maiores patamares desde o Plano Real. A alta foi influenciada por efeitos da pandemia da Covid-19 e aumento do preço das commodities no exterior, incluindo do petróleo com a guerra na Ucrânia.

Heron do Carmo, economista e consultor da .MAP, aponta que a tendência é que, agora, “o nível de satisfação da população acompanhe as estimativas de redução da inflação”.

O preço dos combustíveis caiu mais de 20% desde o mesmo período do ano passado, afetando a percepção dos consumidores. A inflação também tem desacelerado e atingiu em maio seu menor patamar em quase três anos.

O especialista lembra, porém, que o assunto deve seguir sendo pauta nas redes com movimentações como a nova alíquota de ICMS, que aumentou os preços da gasolina neste começo de junho.

Até agora, a discussão sobre inflação foi liderada pelo que a consultoria chama de “influenciadores não militantes”, cujos perfis não estão ligados a um grupo partidário específico. Nesse grupo, que respondeu por 45% do debate de inflação nas redes em maio, houve 83% de positividade sobre o tema, acima da média geral.

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