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Negócios

Em Doha, Trump anuncia "maior acordo da história" entre Boeing e Catar

Ao longo desta semana, Donald Trump faz um "tour" pelo Golfo, buscando fechar acordos comerciais nos setores aéreo, energético e tecnológico

14/05/2025 15:01, atualizado 14/05/2025 15:04
Greg Nash-Pool/Getty Images)
Imagem colorida do presidente dos Estados Unidos Donald Trump

Os Estados Unidos e o Catar anunciaram nesta quarta-feira (14/5) um acordo bilionário envolvendo a Boeing, gigante norte-americana da aviação, e a Qatar Airways.

O acerto foi firmado durante a visita oficial do presidente dos EUA, Donald Trump, a Doha. A companhia aérea catari encomendou 160 jatos da fabricante norte-americana.

“É o maior acordo da história”, afirmou Trump durante a cerimônia de assinatura do acordo.

Na ocasião, o presidente dos EUA disse que teve “horas muito interessantes” de conversa com o emir do Catar, Tamim bin Hamad bin Khalifa al-Thani. “Discutimos Rússia, Ucrânia e Irã. A situação por lá vai funcionar”, completou Trump.

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Compromisso com Arábia Saudita

O acordo envolvendo Boeing e Qatar Airways foi fechado um dia depois de o governo dos EUA anunciar que havia obtido um “compromisso histórico de investimento de US$ 600 bilhões” por parte da Arábia Saudita.

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Segundo informações da Casa Branca, se trata de “uma nova era dourada de parceria” entre norte-americanos e sauditas.

Ao longo desta semana, Donald Trump faz um “tour” pelo Golfo, buscando fechar acordos comerciais envolvendo os setores aéreo, energético, tecnológico e de defesa, entre outros.

Por meio de um comunicado, a Casa Branca afirmou que os primeiros acordos têm como foco “a segurança energética, a indústria de defesa, a liderança tecnológica e o acesso à infraestrutura global e a minerais críticos”.

Investimentos em tecnologia

Entre os investimentos já anunciados, estão US$ 20 bilhões da empresa saudita DataVolt em centros de dados ligados à inteligência artificial (IA) e infraestrutura energética nos EUA.

Além disso, gigantes da tecnologia como Google, Oracle, Salesforce, AMD, Uber e a própria DataVolt se comprometeram a fazer aportes totais de US$ 80 bilhões em “tecnologias transformadoras” nos dois países.