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Negócios

Dona da Riachuelo pode fazer oferta de ações para seguir regras da B3

Guararapes, dona da Riachuelo, vem estudando a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações para otimizar sua estrutura de capital

07/02/2026 15:55
Divulgação/Riachuelo
Imagem de loja da Riachuelo - Metrópoles

A Guararapes, dona da varejista de moda Riachuelo, vem estudando a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações para otimizar sua estrutura de capital, aumentar a liquidez e, assim, cumprir as exigências determinadas pelo Novo Mercado da Bolsa de Valores do Brasil (B3). As informações foram publicadas inicialmente pelo InvestNews.

Hoje, a companhia conta com 16,56% de suas ações em negociação no mercado. É uma fatia próxima dos 15% exigidos pelas regras do segmento do Novo Mercado.

No período dos últimos 12 meses, as ações da Guararapes acumulam ganhos de 55,4%.

O Novo Mercado da B3 é o mais alto segmento de listagem da Bolsa de Valores do Brasil. Ele foi criado, em 2000, para reunir empresas que adotam voluntariamente regras de governança corporativa e transparência superiores às exigidas pela legislação do país. Em tese, seu objetivo é aumentar a proteção aos acionistas, focando em direitos ampliados e ações ordinárias.

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Entenda

Uma oferta pública de ações é o processo por meio do qual uma empresa vende suas ações ao público para captar recursos e abrir capital.

Em linhas gerais, a operação permite que investidores comprem “partes” da empresa e se tornem sócios, com o objetivo de financiar sua expansão e reduzir dívidas.

De acordo com a empresa, nenhuma decisão final foi tomada até o momento. A companhia, no entanto, tem feito nos últimos meses movimentos de aproximação com investidores.

Dividendos

Em dezembro do ano passado, a companhia anunciou a distribuição de R$ 1,49 bilhão em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP).

O JCP funciona como se o acionista tivesse emprestado dinheiro à empresa – que, por sua vez, paga juros sobre esse capital investido.

Para a empresa, o JCP é uma despesa que reduz a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), oferecendo um benefício fiscal.

Já para o acionista, o JCP é tributado na fonte (com alíquota de 15% de IR) e o valor recebido é declarado no Imposto de Renda (IR).

Os dividendos são a parcela do lucro líquido que uma empresa distribui aos seus acionistas.