Dona da Riachuelo pode fazer oferta de ações para seguir regras da B3
Guararapes, dona da Riachuelo, vem estudando a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações para otimizar sua estrutura de capital
atualizado
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A Guararapes, dona da varejista de moda Riachuelo, vem estudando a possibilidade de realizar uma oferta pública de ações para otimizar sua estrutura de capital, aumentar a liquidez e, assim, cumprir as exigências determinadas pelo Novo Mercado da Bolsa de Valores do Brasil (B3). As informações foram publicadas inicialmente pelo InvestNews.
Hoje, a companhia conta com 16,56% de suas ações em negociação no mercado. É uma fatia próxima dos 15% exigidos pelas regras do segmento do Novo Mercado.
No período dos últimos 12 meses, as ações da Guararapes acumulam ganhos de 55,4%.
O Novo Mercado da B3 é o mais alto segmento de listagem da Bolsa de Valores do Brasil. Ele foi criado, em 2000, para reunir empresas que adotam voluntariamente regras de governança corporativa e transparência superiores às exigidas pela legislação do país. Em tese, seu objetivo é aumentar a proteção aos acionistas, focando em direitos ampliados e ações ordinárias.
Entenda
Uma oferta pública de ações é o processo por meio do qual uma empresa vende suas ações ao público para captar recursos e abrir capital.
Em linhas gerais, a operação permite que investidores comprem “partes” da empresa e se tornem sócios, com o objetivo de financiar sua expansão e reduzir dívidas.
De acordo com a empresa, nenhuma decisão final foi tomada até o momento. A companhia, no entanto, tem feito nos últimos meses movimentos de aproximação com investidores.
Dividendos
Em dezembro do ano passado, a companhia anunciou a distribuição de R$ 1,49 bilhão em dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP).
O JCP funciona como se o acionista tivesse emprestado dinheiro à empresa – que, por sua vez, paga juros sobre esse capital investido.
Para a empresa, o JCP é uma despesa que reduz a base de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), oferecendo um benefício fiscal.
Já para o acionista, o JCP é tributado na fonte (com alíquota de 15% de IR) e o valor recebido é declarado no Imposto de Renda (IR).
Os dividendos são a parcela do lucro líquido que uma empresa distribui aos seus acionistas.
