Mercado apreensivo com juros nos EUA faz dólar subir e Bolsa cair

A moeda americana registrou baixa de alta de 0,43%, cotada a R$ 5,35. Ibovespa fechou em queda de 0,35% em dia de aversão ao risco no mundo

atualizado

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar à vista fechou em alta de 0,43% em relação ao real, cotado a R$ 5,35, nesta segunda-feira (1º/12). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores (B3), fechou em queda de 0,35%, aos 158.520,44 pontos.

Em todo o mundo, os mercados de câmbio e ações registraram movimentos entre a cautela e a aversão ao risco.

Os investidores estão em compasso de espera, na expectativa do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, às 22 horas de Brasília, no Hoover Institution, um centro de debates de políticas públicas e pesquisa, localizado na Universidade Stanford, na Califórnia.

Os investidores acompanham atentamente as declarações de Powell, em busca de pistas sobre os próximos passos na condução da política econômica americana. Eles especulam a respeito de uma eventual queda dos juros no país, hoje fixada no intervalo entre 3,75% e 4,00%.

Na semana passada, discursos brandos de integrantes do Fed provocaram uma onda de otimismo, aumentando a perspectiva de redução da taxa. Powell, contudo, não havia se manifestado. Daí, a forte expectativa em torno das declarações na noite desta segunda-feira.

Juros no Japão

Além disso, pela manhã, as perspectivas de juros globais foram alteradas, depois da realização de um leilão de títulos da dívida pública japonesa. O retorno para os investidores desses papéis com vencimento em dois anos subiu para o nível mais alto desde 2008. A alta foi resultado da sinalização de uma possível alta dos juros no Japão, dada pelo presidente do banco central do país asiático, Kazuo Ueda.

Em paralelo ao aumento ao leilão japonês, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) com vencimento em 10 anos também avançaram para 4,07% no mesmo horário. Isso porque os investidores exigiam prêmios maiores para emprestar dinheiro para o governo americano num quadro de juros em alta no Japão.

Queda das bolsas

Os principais índices de ações da Europa fecharam em queda generalizada nesta segunda-feira. As baixas foram de 0,23% no índice Stoxx 600, que inclui 600 empresas de 17 países europeus; de 0,18% no FTSE 100, da Bolsa de Londres; de 1,04% no DAX, de Frankfurt; e de 0,32% no CAC 40, de Paris.

Em Nova York, a situação era a mesma, às 15 horas. O S&P 500 recuava 0,22%, o Dow Jones registrava baixa de 0,43% e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia, operava em queda de 0,17%.

Ouro em alta

Num cenário de aversão global ao risco, o preço do ouro aumentou. Os contratos futuros do metal com vencimento em dezembro encerraram o pregão em alta de 0,50%, a US$ 4,23 mil a onça-troy, que equivale a 31,1 gramas.

Galípolo e a Selic

No Brasil, o mercado acompanhou novas declarações do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reforçando a tese de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 15% ao ano. Em evento em São Paulo, Galípolo foi linha-dura e disse que nenhum fato novo surgiu no cenário econômico nos últimos dias que pudesse alterar tal perspectiva.

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