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Dólar sobe e Bolsa cai com aprovação de Lula e avanço do PIB nos EUA

Moeda americana reverteu queda e passou a subir 0,24% no fim da manhã desta quinta-feira (25/9). Ibovespa opera em queda de 0,24%

atualizado

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

A divulgação de dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos e de pesquisa a respeito da aprovação do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chacoalhou os mercados de câmbio e ações no meio da manhã desta quinta-feira (25/9).

Com essas informações, às 10h55, o dólar reverteu a queda de 0,26%, cotado a R$ 5,31, que vinha mais cedo, e passou a registrar alta de 0,24%, cotado a R$ 5,34. No mesmo horário, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), operava com forte volatilidade, mas em baixa de 0,43%, aos 145.862 pontos.

No caso da aprovação do governo do Lula, ela cresceu e atingiu os 50%, segundo pesquisa Pulso Brasil/Ipespe divulgada nesta quinta-feira. Com o avanço, o índice superou o nível de desaprovação do governo federal, que ficou em 48%.

PIB dos EUA

Já o produto dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que se pensava no segundo trimestre deste ano. A taxa anualizada foi revisada para cima, alcançando 3,8%, segundo dados veiculados nesta quinta-feira pelo Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio americano. Essa foi a terceira estimativa sobre o indicador. O mercado esperava que o PIB fosse mantido em 3,3%, conforme relato inicial.

O governo americano revisou os dados das contas nacionais do primeiro trimestre de 2020 até o primeiro trimestre de 2025. A economia contraiu a um ritmo de 0,6% no primeiro trimestre, em dado revisado ligeiramente para baixo em relação ao ritmo de declínio de 0,5% informado anteriormente.

Impacto das tarifas

As leituras do PIB do primeiro e do segundo trimestres deste ano podem não ser um reflexo real da saúde da economia. Isso como resultado da grande oscilação registrada nas importações, por causa da política comercial, com a imposição das tarifas adicionais, do governo de Donald Trump. Os economistas esperam um segundo semestre morno como resultado da incerteza persistente nesse campo, algo que poderia limitar o crescimento a cerca de 1,5% no ano.

Dados sobre a saúde da economia americana têm forte impacto sobre os mercados de câmbio e ações. Qualquer indicação de aquecimento da atividade nos EUA tende a provocar elevação do dólar e queda do Ibovespa. Isso ocorre porque, nessas situações, os agentes econômicos temem que os juros possam deixar de cair nos Estados Unidos, o que exerce pressão de alta sobre a moeda americana e reduz a atratividade dos ativos de risco, como as ações negociadas nas Bolsas de Valores.

Efeito global

É por isso que na manhã desta quinta-feira as bolsas americanas também operavam em queda. Por volta das 11h30, o S&P 500 recuava 0,44%, o Dow Jones baixava 0,10% e o Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia, caia 0,55%.

A alta do dólar também era global. Também às 11h30, o Índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas de países desenvolvidos, avançava 0,45%.

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