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Dólar sobe a R$ 5,56 com temor de nova medida de Trump contra o Brasil

Notícia de que os EUA preparam base legal para dar sustentação a tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros derrubou mercados. Bolsa recuou

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

Os desdobramentos do tarifaço voltaram a agitar os mercados de câmbio e ações nesta sexta-feira (25/7). Com isso, o dólar registrou alta de 0,75%, cotado a R$ 5,56. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou a sessão em queda de 0,21%, aos 133.524 pontos.

Tanto o dólar quanto o Ibovespa acentuaram seus movimentos – o primeiro de alta e o segundo de queda – a partir do início da tarde, com a divulgação da notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara nova base legal para viabilizar o tarifaço contra o Brasil.

Em 9 de julho, o republicano havia anunciado sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA, valor que será cobrado a partir de 1º de agosto. A iniciativa foi uma demonstração de apoio de Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas a nova tarifa, segundo informação da Bloomberg, carecia de sustentação legal, uma vez que a balança comercial dos EUA é superavitária em relação ao Brasil. Isso não aconteceu em relação a outros países que também foram alvo de sanção comercial similar aplicada pelo governo americano.

Foi nesse contexto que o dólar saiu de um patamar de R$ 5,53 para alcançar R$ 5,57 pouco depois do meio-dia. No caso do Ibovespa, ele deixou situação equilíbrio e passou a registrar queda de 0,32% a partir das 14 horas. No fim do pregão, esse recuo diminuiu para 0,21%.

Alta global

Embora tal fato tenha tido forte repercussão entre investidores no Brasil, o dólar fortaleceu-se no mundo. O índice DXY, que compara a moeda americana a divisas de seis países desenvolvidos, registrava elevação de 0,16% por volta das 17 horas.

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a alta global da moeda americana foi resultado do otimismo dos mercados com possíveis acordos comerciais dos EUA com outros países, especialmente a União Europeia.

Inflação

No cenário interno, o mercado também reagiu aos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação. Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice apresentou elevação de 0,33% em julho, ou seja, 0,07 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de junho, de 0,26%. Os analistas esperavam 0,30%.

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